5 razões que levam os mercados mundiais a continuar a subir

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Os investidores têm recebido sinais positivos provenientes dos EUA, da China e da Europa, estando também a tensão com a Coreia do Norte mais ligeira. Os mercados de ações globais situam-se em níveis recordes, com o MSCI All Country World Index a atingir um novo pico na segunda-feira e, tanto o Dow Jones Industrial Average como o S&P 500 a entrarem em territórios inexplorados. Os mercados europeus e do Reino Unido atraem novamente investidores, embora estejam abaixo dos seus melhores níveis devido à força do euro e da libra, tornando as exportações mais caras. Aqui ficam as cinco razões pelas quais os investidores continuam a comprar ações.

Diminuição das preocupações politicas

As propostas de Donald Trump para reduzir os impostos e uma vaga despesista para impulsionar a economia americana incentivaram os mercados de ações após a sua eleição, mas a sua incapacidade para fazer reformas fundamentais – especialmente ao nível da saúde – levantou dúvidas sobre os seus planos. A retórica beligerante do presidente sobre a maioria dos assuntos também é preocupante. No entanto, os investidores acreditam que Trump compreende a realidade da sua posição e poderá estar preparado para negociar. A Europa parece mais estável desde a eleição de Emmanuel Macron na França, e a continuidade de Angela Merkel como chanceler parece agradar aos mercados.

Coreia do Norte alivia as tensões

Os mercados tendem a reagir em cima do joelho aos recentes testes de misseis pela Coreia do Norte e as consequentes tensões entre este país e os EUA. No entanto, qualquer recuo foi rapidamente recuperado. Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets, afirmou:” As tensões com a Coreia do Norte poderão ser uma distração. No entanto, os mercados parecem ser insensíveis no momento e, com a falta de disparos, essas tensões terão prazo e duração curtos.

Improbabilidade de taxas baixas por parte dos bancos centrais

Os bancos centrais apoiaram durante vários anos os mercados através de pacotes de estímulo sob a forma de flexibilização quantitativa – ou pela compra de títulos a instituições financeiras com o objetivo de que os bancos invistam as suas receitas nas economias domésticas. A reserva Federal dos EUA aumentou as taxas de juro três vezes desde Dezembro. O Banco de Inglaterra sugeriu um aumento das taxas em Novembro. O Banco Central Europeu sugeriu o abandono do programa de compra de títulos, mas sem prazo concreto.

Recuperação da economia europeia

O BCE considera o fim das suas medidas de estímulo devido à situação económica da zona euro. A crise financeira atingiu fortemente a Europa, especialmente as economias mais frágeis como a Espanha, Portugal e a Grécia, que ainda se encontram num programa de resgaste. Contudo, esta situação parece reverter-se, de acordo com os últimos números do crescimento anual que mostram o crescimento da zona euro em 2.3% comparada aos 2.2% dos EUA. As reformas estruturais, ainda que possam ter sido dolorosas e lentas, parecem finalmente estar a dar frutos.

Economia da China

Apesar dos receios de uma desaceleração da China, que causaria um impacto dramático no crescimento mundial, a economia do país – o segundo maior do mundo – parece aguentar-se. Apesar de uma série de indicadores (incluindo a produção nacional e as vendas) registarem números dececionantes, os analistas sugerem que os mesmos números mostram que a China cresce a uma taxa anual de cerca de 5% e a sua moeda continua forte.

Fonte: The Guardian

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