Acionistas da Corticeira Amorim aprovam contas até setembro e dividendo extraordinário

Agência Lusa

Os acionistas da Corticeira Amorim aprovaram hoje em assembleia-geral extraordinária as contas dos primeiros nove meses de 2019 e a distribuição de um dividendo extraordinário de 0,085 euros por ação, num total de 11,305 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira de Mozelos, Santa Maria da Feira, informa ter sido “aprovado, por maioria, o balanço intercalar individual da sociedade reportado a 30 de setembro de 2019”.

Também aprovada hoje, “por unanimidade”, foi a proposta de distribuição parcial de reservas distribuíveis no montante de 11,305 milhões de euros, equivalente ao valor bruto de 0,085 euros (oito cêntimos e meio) por ação, a distribuir pelos acionistas “na proporção das suas participações”, a partir do próximo dia 19.

Segundo se lê no comunicado enviado à CMVM, “o pagamento dos dividendos processar-se-á através da Central de Valores Mobiliários, sendo agente pagador o Banco BPI, S.A.”.

“Os Senhores acionistas que não tenham ainda procedido à conversão das suas ações tituladas em ações escriturais não poderão exercer o respetivo direito a dividendos até que efetuem a referida conversão, sendo tais dividendos pagos logo que efetuada a conversão”, informa, acrescentando que, para efeitos de isenção, dispensa de retenção na fonte ou redução da taxa de retenção na fonte de IRS ou de IRC, os acionistas “deverão fazer prova dos factos de que dependem as referidas exceções, até ao dia do início do pagamento dos dividendos, junto do intermediário em que se encontrem registadas as respetivas ações”.

O lucro da Corticeira Amorim caiu 7,1% para 54,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período de 2018, tendo as vendas subido 3,2% e somado 602,6 milhões de euros.

Até setembro, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) consolidado diminuiu 10,7%, para 96,8 milhões de euros, tendo o rácio EBITDA/vendas recuado de 18,6% para 16,1% face ao período homólogo.

Segundo a corticeira, esta evolução reflete “o impacto do aumento do preço de consumo da cortiça e o desempenho desfavorável da UN [unidade de negócios] Revestimentos”, sendo “de salientar os aumentos de preços e os ganhos de eficiência operacional nas varias unidades de negócio”.

PD // MSF

Lusa/fim

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