AICEP pretende “dar maior visibilidade às empresas portuguesas” no Canadá

Agência Lusa

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O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Castro Henriques, disse à Lusa que a entidade pretende “dar maior visibilidade às empresas portuguesas” no Canadá em vários setores.

Luís Castro Henriques integra a comitiva do primeiro-ministro, António Costa, na visita ao Canadá, que decorre até 05 de maio.

“O Canadá, neste momento, é um mercado já com alguma relevância, mas ainda não é um mercado com a relevância que nós desejamos”, começou por dizer o presidente da AICEP, em entrevista à Lusa por ocasião do seu primeiro ano à frente da instituição.

“Acima de tudo, há um momento muito específico que as empresas portuguesas têm de capitalizar” com a introdução do CETA, acordo de livre comércio entre a Europa e o Canadá, “e o que se pretende, pelo menos da agenda que cabe à AICEP, é de facto dar maior visibilidade às empresas portuguesas, nomeadamente em setores tão variados, que vão desde a construção, aeronáutica, ao têxil e ao calçado, da oportunidade que este acordo representa para poderem operar” naquele país, sublinhou.

“É engraçado ver que a procura para o seminário económico que iremos ter em Toronto tem sido até maior do que o esperado e há imenso interesse por parte das empresas, nomeadamente nestes setores que referi”, disse.

“Estou convencido de que o Canadá, nesse sentido, pode representar um mercado cada vez mais importante e cada vez mais relevante”, nomeadamente se houver uma correlação “entre as empresas que estavam sobretudo a apostar nos Estados Unidos e perceberem que até, com maior facilidade comercial, podem ainda apostar no Canadá”, declarou.

Por isso, “espero que seja essa a mensagem que elas consigam trazer de lá e ânimo para fomentar as relações com o Canadá”, rematou.

Relativamente ao eventual impacto das medidas protecionistas anunciadas pelos Estados Unidos em relação à Europa, o presidente da AICEP disse que “está tudo a decorrer em sintonia com a expectativa”.

A AICEP tem seguido “algumas das medidas que têm sido anunciadas e felizmente não têm um impacto muito, muito grande em Portugal”, considerou.

“Creio que, além disso, os setores que identificaram os Estados Unidos como setor prioritário não serão os principais setores abrangidos pelas medidas, pelo menos da análise que nós fazemos da estratégia americana. O que posso dizer é que há um conjunto de setores que estão a apostar de forma muito forte no mercado americano”, acrescentou.

“Esses setores vão desde o têxtil, calçado ao setor farmacêutico, e acreditamos que tudo vai correr bem dentro da expectativa e estamos a trabalhar com as empresas nesse sentido”, concluiu Luís Castro Henriques.

ALU // CSJ

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