Alemanha avisa que nem todas as propostas de França para a UE poderão avançar

Agência Lusa

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O ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, alertou, numa entrevista publicada hoje no jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, que nem todas as reformas da zona do euro propostas pela França podem ser levadas a cabo.

O também vice-chanceler do novo governo de Berlim e presidente interino do Partido Social-Democrata (SPD) reconhece que as ideias do presidente francês, Emmanuel Macron, trazem “um novo impulso ao projeto europeu”, mas acrescentou que Paris “também sabe que nem todas essas ideias podem ser realizadas “.

“Teremos de analisar as que fazem sentido político na Europa e com que concordamos”, acrescentou, poucos dias antes de uma importante reunião entre os dois Governos em Berlim.

A chanceler alemã, Angela Merkel, receberá na quinta-feira, em Berlim, o Presidente francês, Emmanuel Macron, que se fará acompanhar no encontro pelos seus principais ministros.

O Governo alemão é a favor que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) aumente as suas funções e recursos para se transformar numa versão europeia do Fundo Monetário Internacional (FMI), embora sempre sob controlo parlamentar, disse Scholz.

Berlim tem sido mais cética em relação a outras propostas francesas, como o lançamento de um orçamento comum para os países do euro e a criação de um ministro das Finanças da zona euro.

Scholz também indicou que importantes decisões sobre o terceiro pilar da união bancária ainda estão por fechar, como a garantia de depósitos bancários a nível europeu, apontando para o elevado nível de crédito malparado em alguns países.

A questão continuará a ocupar a UE por um período longo, prevê Scholz.

As reformas na União Europeia (UE) devem ser acordadas antes das eleições europeias do próximo ano, acrescentou Scholz, que diz estar empenhado em trabalhar de perto com Paris para fazer progressos.

O ministro das Finanças alemão reconheceu ainda que Berlim está disposta a contribuir mais para o próximo orçamento da UE (2021-2027), que já não contará com financiamento do Reino Unido, mas avisa que o Governo alemão não está disposto a cobrir completamente o dinheiro que Londres vai deixar de pôr.

IM// PMC

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