Altice Portugal confirma que chegou a acordo com Nowo sobre dívida da Oni

Agência Lusa

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A Altice Portugal e o grupo Nowo, que detém a Oni, chegaram a acordo sobre uma dívida de seis milhões de euros, tendo uma parte sido liquidada na terça-feira, confirmou hoje o presidente executivo da dona da Meo.

Alexandre Fonseca falava aos jornalistas à margem da sessão “Igualdade de Oportunidades – Tecnologia ao serviço da Educação”, no âmbito do qual foi apresentado o programa e a aplicação (‘app’) FITescola, desenvolvida pela Altice Labs, num evento onde os ministros Adjunto e da Economia e da Educação marcaram presença.

“Chegámos a um acordo”, confirmou o gestor, quando questionado pelos jornalistas sobre o tema, sem especificar de que resulta esta dívida de cerca de seis milhões de euros.

Este acordo foi unicamente de “caráter financeiro”, sublinhou, salientando que uma parte da dívida foi liquidada na terça-feira e “outra parte foi alvo de acordo de pagamento”, pelo que a Altice irá retirar o processo que tinha colocado à dona da Oni.

Em setembro, tinha dado entrada um pedido de insolvência da Oni, operadora de telecomunicações vocacionada para o segmento empresarial, na sequência de uma dívida de seis milhões de euros à Meo.

Relativamente às negociações sobre os direitos de transmissão da ‘Champions’, cuja detentora é a Eleven Sports que tem a Nowo como sua representante nas negociações, Alexandre Fonseca disse que não houve desenvolvimentos.

“Nunca fomos contactados pela Eleven Sports, continuamos a negociar com a entidade intermediária, não deixamos de achar estranho”, prosseguiu, sublinhando que a Altice Portugal está habituada a negociar diretamente com os grandes produtores de conteúdos.

O facto de a Nowo ser intermediária “não tem ajudado ao sucesso dessas negociações”, considerou.

Por outro lado, “não podemos aceitar que haja um inflacionar anormal de preços de um determinado produto que suspeitamos que seja necessidade de sanear financeiramente uma entidade”, prosseguiu.

“Os nossos consumidores são hoje amplamente prejudicados, ja reiterámos que queremos ter estes conteúdos, mas não pode ser a todo o custo”, rematou.

Sobre se tem algum interesse em comprar outro grupo de media, Alexandre Fonseca disse que não há nada sobre o assunto, mas que “como é sabido faz parte da estratégia do grupo Altice” juntar conteúdos e telecomunicações.

“A nossa estratégia mantém-se”, é a “tendência internacional da consolidação de telecomunicações e media, acrescentou, salientando que a operadora portuguesa vê “com preocupação e apreensão” o facto dos grupos de comunicação social atravessarem “uma crise profunda”, já que é um “setor fundamental para a economia, democracia e liberdade de expressão”.

“Portugal não vai fugir a essa tendência e nós estaremos disponíveis para esse movimento”, concluiu.

ALU // JNM

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