Análise Semanal – EDPR

Tiago Esteves

Esta semana a habitual análise chega um pouco atrasada. Infelizmente não me foi possível realizá-la atempadamente devido ao falecimento do meu avô.
Nestas semanas após a última análise, a EDPR acabou por confirmar o que eu já havia anunciado: os bulls pegaram nela com unhas e dentes e os sinais que têm aparecido são muito positivos. Na semana passada a importante zona de resistência que começa nos 5,96€ acabou por ser penetrada. Foram dois meses e meio de testes e retestes, acabando a tendência vigente por se impor. Neste caso, contrariamente ao que se passa em grande parte das empresas do PSI-20, shortar é extremamente arriscado, por muito sólida que pareça a resistência.

Acabei por desenhar uma zona de resistência, já que entre os dois extremos existe apenas uma diferença de 5%. Assim, não fazia sentido tratá-las como resistências isoladas. A quebra em alta dos 5,96€ aconteceu com volumes crescentes, embora pouco exacerbados. Esperava mais, para um marco tão significativo. O resultado desta falta de convicção foi um retrace, cinco sessões depois, aos 6€.
Quando a quebra é feita com forte volume, normalmente o pullback à resistência não se dá tão depressa. A recente situação da Sonae Com é um bom exemplo disso. Por outro lado, quando a quebra é modesta, também não se pode esperar muito mais da reacção.

Embora ainda não tenhamos nenhuma linha de tendência a pautar a subida, o padrão de higher lows mantém-se e para já sem evidências de inversão. Enquanto esse cenário não for contrariado, os motivos para alarmismos no caso de uma correcção são poucos. Convém não esquecer que já vamos em mais de 75% desde os mínimos e a correcção máxima a que já assistimos desde então não ultrapassou os 15%.
Não coloco de parte uma quebra em baixa dos 5,96. Embora as probabilidades favoreçam a quebra em alta, o título ainda se encontra bastante sobrecomprado e poderia até ser salutar uma visita aos 5,23€. Isto não inviabilizaria o momentum positivo pois o padrão de higher-highs/higher lows iria manter-se e a correcção seria inferior a 20%, percentagem máxima tolerada numa correcção para ganhar fôlego. Optei por não considerar a zona delimitada por uma elipse negra como um higher-low pois é uma zona de lateralização tão contida que seria perigoso e potencialmente enganador considerar máximos/mínimos relativos nesse local.

Se os “ventos” no mercado internacional continuarem favoráveis podemos finalmente vencer a zona de resistência por completo e atingir a projecção do H&S invertido. O que é certo é que até lá existem ainda pequenas resistências por vencer e a força que tem demonstrado para já não me convence. Em caso de dúvidas, o melhor é ficar de fora. Ficando dentro, always following the trend…

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