Análise Semanal – Jerónimo Martins

Tiago Esteves
A análise desta semana recairá sobre a Jerónimo Martins. Contrariamente ao que é habitual, esta semana a análise surge um pouco atrasada, devido a excesso de trabalho e a uma gripe que me tem atormentado nos últimos dias (das antigas, que eu não gosto cá de modernices).

Da última vez que analisei a JMT, se bem me recordo, preparava-me para a negociar. Existia um H&S bottom bastante bem definido, com a neckline acabada de quebrar. Na altura, tracei como projecção um valor próximo dos 5,15€. Esta projecção estava carregada de simbolismo técnico, já que apontava para uma zona muito próxima da Linha de Tendência Ascendente quebrada durante o bear market, linha essa que acompanhou todo o anterior ciclo de subida.

O H&S acabou por se activar, as cotações subiram de forma ininterrupta durante várias sessões, até se dar um período de pausa nesse movimento ascendente. Esse período de pausa pareceu-me na altura ser uma bandeira de alta, mas o tempo veio a deitar por terra essa teoria. Durante o movimento ascendente, as cotações acabaram por desenhar uma LTa de médio prazo. Após cinco momentos de toque com respectiva reacção, a pressão compradora foi-se esgotando e, ao sexto toque essa referência acabou por quebrar. Para mim, que na altura estava dentro, foi o sinal de venda. Não foi um sinal isolado, mas sim mais um, somado à aproximação com falta de força à LTa e à projecção do H&S.

Desde a quebra dessa linha, as cotações têm vindo a lateralizar. Se olharmos para o gráfico semanal, é notório que estamos precisamente dentro de uma zona de forte densidade. As zonas de densidade têm como característica servir de suporte/resistência. Estando dentro de uma zona de densidade tão forte, apostaria na lateralização para as próximas semanas. Repare-se que quando me refiro a lateralização, não é algo como o que tem acontecido nas últimas sessões, com 5% para cima ou 5% para baixo. A zona é tão densa que um movimento de 15% poderia ser considerado “normal” (tanto para cima como para baixo). Caso aconteçam visitas ao fundo ou ao topo desta zona, será de ponderar uma entrada tendo em vista uma ida ao outro extremo. Uma amplitude de 30% ainda permite entradas com um potencial de risco bastante favorável.

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