Análise Semanal – EDP Renováveis

Tiago Esteves

Há cerca de um mês e meio, quando analisei a EDPR, falei na falta de suportes que ela tinha e na necessidade de os construir. Nessa mesma semana, atingiu um fundo de médio prazo e inverteu (pelo menos parcialmente) a tendência vigente.
Tracei no gráfico uma H&S invertida que, a concretizar-se a projecção, levaria a cotação para a resistência dos 7,2€. Isso marcaria definitivamente a passagem para bull-mode.
O problema é a confirmação, ou seja, a quebra da neckline. Acima da linha do pescoço a pressão vendedora é fortíssima. Assinalei com setas vermelhas duas sessões em que a cotação subiu bastante acima dos 5€ mas acabou por recuar, não quebrando a resistência em fecho. A outra seta vermelha é referente ao pico de volume de 12 de Novembro. Seria uma quebra em grande da neckline, com forte pressão compradora, tal como é desejado. O que é certo é que os vendedores levaram a melhor e ela continuou abaixo da resistência.
Isolei no gráfico 3 velas, porque me parecem o reflexo perfeito do que pode acontecer com a EDPR. Isoladas, essas três velas são bullish. Demonstram a força compradora existente, pela longa sombra inferior e o fecho em máximos do dia. Mas, todas juntas, revelam outra coisa… Pensemos numa zona de suporte. Cada vez que um suporte é testado, têm de entrar novos compradores para não deixar a cotação cair. Se a cotação teima em não subir, os compradores vão acabar por se esgotar e a cotação irremediavelmente rompe o suporte em baixa. Neste caso, mesmo com 3 sessões consecutivas a terminar no máximo diário, os 4,89 resistiram. O que aconteceu a seguir? Duas velas de indecisão e uma vela muito feia, bearish. Onde quero chegar com toda esta teoria desinteressante? Se continuar a testar a neckline sem a conseguir quebrar, vai esgotar-se a pressão compradora e a cotação vai acabar por ser levada pela inércia.
O historial dela em bolsa continua a ser curto, o que me impede de traçar uma LTd consistente. Sem essa LTd é complicado avaliarmos e detectarmos precocemente uma inversão de tendência. Por esse motivo, adicionei ao gráfico as médias móveis de 20 e 50 dias, para dar uma ajuda nesse aspecto. Idealmente, usaria uma MM mais longa mas como os dados são poucos, ela fica bastante incompleta.
A quebra definitiva da MM50 e a quebra com volume significativo da neckline farão com que eu olhe para a EDPR como a primeira empresa do PSI-20 a inverter a tendência descendente. Mas até lá, tudo na mesma…

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