Análise semanal – Mota Engil

Tiago Esteves

A umas horas do término do tempo permitido para votar na sondagem, antecipei-me e declaro como vencedora a Mota Engil, com apenas um voto a mais do que a Portugal Telecom. Fi-lo porque vou trabalhar durante o fim de semana e se não o fizesse agora só poderia fazer a análise na segunda.

A Mota Engil mantém a mesma tendência descendente que apresentava da última vez que foi analisada há mais de um mês. Tenho visto os Engilistas mais animados com as subidas desde os anteriores mínimos, no entanto a minha animação mantém-se refreada.
Tecnicamente encontra-se pouco apelativa, a formar um triângulo simétrico semelhante ao que a Sonae SGPS e a SONAE Indústria estavam a formar na altura em que as analisei.
Já o referi anteriormente, mas nunca é demais salientar que embora os triângulos simétricos possam quebrar em ambas as direcções, normalmente quebram no sentido da tendência dominante.
Neste caso, a haver quebra, a projecção rondaria os 2€. Ou seja, uma queda de cerca de 25%. A dar-se este cenário, seria um sinal muito mau para para a Mota-Engil pois só poderiamos falar de suportes com alguma consistência lá para os 1,5€ (e mesmo assim, já antigos, o que lhes retira validade).
A diminuição dos volumes é um dos sinais que costuma antever uma quebra do triângulo.
Se a quebra for em alta (embora menos provável, é possível), a projecção aponta para a resistência dos 3,5. Apenas a quebra com volume dessa resistência seria um sinal efectivo de força para o médio/longo prazo, podendo tudo o resto ser considerado como reacções secundárias às fortes perdas que se vêm a acumular.

Embora tenha andado mais afastado do blogue, inicialmente devido às férias e depois devido ao acumular de trabalho, vou tentar retomar as análises a meio da semana. Durante esta semana, vou tentar fazer pelo menos uma análise ao SP500, para medirmos o pulso à crise.

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