Arábia Saudita prende 11 príncipes por criticarem medidas de austeridade

Agência Lusa

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A Arábia Saudita confirmou a detenção de 11 príncipes que protestaram contra o impacto direto das medidas de austeridade, incluindo o fim do pagamento de água e luz, e anunciou que serão julgados por perturbarem a ordem pública.

O ministro da Justiça da Arábia Saudita confirmou, segundo o site noticioso Sabq, próximo do Governo, que os príncipes foram detidos depois de uma reunião perto de um palácio histórico de Riade, na qual criticaram a decisão do Executivo de deixar de lhes pagar o consumo de água e eletricidade.

Os príncipes também queriam uma compensação pela sentença de morte decretada contra um dos seus primos e concretizada em 2016, acrescentou o ministro da Justiça.

“Embora tenham sido informados de que as suas pretensões não eram legais, os onze príncipes recusaram-se a abandonar o local, interrompendo a paz e a ordem pública”, argumentou o ministro Saud al-Mojeb, que ordenou o encarceramento na prisão de alta segurança Al-Hayer, a sul de Riade.

Nos últimos dois anos, a Arábia Saudita, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, decretou um conjunto de medidas de austeridade para compensar a quebra nas receitas orçamentais decorrentes da descida do preço do petróleo desde o verão de 2014.

Em novembro, a Arábia Saudita já tinha decretado prisão para mais de 200 príncipes no âmbito de uma purga anticorrupção levada a cabo pelo Príncipe Herdeiro, Mohammed bin Salman.

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