Associação Mutualista Montepio reúne-se hoje em assembleia-geral

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

Os associados da Associação Mutualista Montepio Geral reúnem-se hoje à noite para debater e votar as contas de 2017, que foram beneficiadas pelo registo de créditos fiscais.

Na reunião, os associados vão deliberar sobre as contas individuais de 2017 e as contas consolidadas de 2016, as propostas de aplicação de resultados, o relatório da atividade do Conselho Geral, relativo a 2017 e o relatório de atividade da Comissão de Vencimentos de 2017.

Em causa estão, nomeadamente, as contas individuais da Associação Mutualista referentes a 2017, em que apresentou lucros de 587,5 milhões de euros, bem acima dos 7,4 milhões de euros de 2016.

Já os capitais próprios ficaram no ano passado positivos em 510 milhões de euros, a contrastar com os 251 milhões de euros negativos de 2016.

Para estes resultados contribuíram créditos fiscais de 808,6 milhões de euros, de que a Mutualista passou a beneficiar por em 2017 ter passado a pagar IRC (o imposto aplicado sobre os lucros das empresas). A existência destes créditos fiscais provocou polémica nas últimas semanas, com críticas de vários partidos.

Apesar de não ser um dos pontos da reunião magna, um dos temas mais ‘quentes’ e que deverá ser chamado ao debate por associados é a entrada de misericórdias, entre elas a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no capital da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG).

Há duas semanas, Tomás Correia disse em entrevista à RTP3 que essas instituições ficarão com “até 2% do capital da Caixa Económica Montepio Geral”, em troca de um investimento entre 45 e 48 milhões de euros.

Já na semana passada, o provedor da instituição, Edmundo Martinho, afirmou em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias que o negócio será fechado nas próximas semanas e que a SCML “entrará numa dimensão que está em linha com o que a própria associação mutualista decidiu na semana passada de autorizar a direção da mutualista a alienar até 2% do seu capital”.

De acordo com a TSF, o valor da SCML pode chegar no máximo aos 30 milhões de euros, ou seja, 4% do ativo da instituição.

A Caixa Económica Montepio Geral, que é detida na totalidade pela Associação Mutualista Montepio Geral, é desde a semana passada liderada por Carlos Tavares, que sucedeu a Félix Morgado, cujo mandato foi marcado por conflitos com o presidente da Associação Mutualista, Tomás Correia.

Carlos Tavares foi ministro da Economia do Governo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso e presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de onde saiu no final de 2016.

A assembleia-geral da Associação Mutualista Montepio Geral decorre na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

A convocatória indica que o encontro está marcado para as 20:00 mas se a essa hora não estiverem reunidos metade dos associados, a hora da reunião passa para as 21:00, qualquer que seja a afluência. Tal é o mais provável que aconteça uma vez que a mutualista tem 625 mil associados.

IM // JNM

Lusa/Fim

Deixe uma resposta