Ativo total do sistema bancário cresce 1,2% do final de 2018 para o 1.º trimestre – BdP

Agência Lusa

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O ativo total do sistema bancário português aumentou 1,2% no primeiro trimestre face ao final de 2018, devido à subida de 5,9% da carteira de títulos de dívida, sobretudo pública, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Segundo o boletim trimestral do banco central, esta evolução foi “parcialmente compensada” pela redução das rubricas de caixa e disponibilidades/aplicações em bancos centrais e disponibilidades em instituições de crédito (-0,35 e -0,14 pontos percentuais da variação do ativo, respetivamente).

O financiamento de bancos centrais diminuiu 0,2 pontos percentuais (p.p.) do ativo, para 5,1%, no primeiro trimestre, correspondendo “ao valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2010”.

Já o rácio de transformação diminuiu 1,3 pontos percentuais para 87,7% e o rácio de cobertura de liquidez aumentou 28,2 pontos percentuais para 224,6%.

De acordo com o BdP, até março os ‘stocks’ de empréstimos ‘non-performing’ [NPL, sigla em inglês para ‘non-performing loans’, ou crédito malparado]” das sociedades não financeiras (SNF) e dos particulares diminuíra cerca de 900 e 500 milhões de euros, respetivamente.

“Esta evolução permitiu atingir um rácio de NPL total de 8,9% (4,3% quando líquido de imparidades), diminuindo 0,5 pontos percentuais face ao final de 2018”, refere, acrescentando que, “desde o máximo observado em junho de 2016, o rácio de NPL diminuiu 9,0 pontos percentuais (SNF: – 12,7 pontos percentuais; particulares: -4,5 pontos percentuais)”.

Segundo o banco central, “esta dinâmica reflete uma redução de 52% do ‘stock’ total de NPL (SNF: -51%; particulares: -49%), que corresponde a uma diminuição de 26,0 mil milhões de euros (SNF: -17,0 mil milhões de euros; particulares: -6,4 mil milhões de euros).

No primeiro trimestre de 2019, o rácio de cobertura por imparidades dos NPL aumentou 0,3 pontos percentuais, para 52,2%, tendo o aumento do rácio de cobertura ocorrido tanto para as sociedades não financeiras como para os particulares.

Em termos de rendibilidade, até março a do capital próprio (ROE) e do ativo (ROA) do sistema bancário diminuiu 0,7 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre homólogo de 2018, situando-se em 10,7% e 1,0%.

“A diminuição da rendibilidade refletiu a redução dos resultados de operações financeiras e o aumento das provisões e imparidades”, nota o BdP, explicando que “esta última conduziu ao aumento do custo do risco em 0,1 pontos percentuais, para 0,4%”.

Quanto ao rácio ‘cost-to-income’, diminuiu para 57,1% (57,9% no primeiro trimestre de 2018) “decorrente do aumento do produto bancário, num contexto de estabilização dos custos operacionais”.

De janeiro a março, os rácios de solvabilidade aumentaram “de forma expressiva” face ao final de 2018, com o rácio de fundos próprios totais e o rácio de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1) a situarem-se em 16,0% e 13,8%, respetivamente.

Segundo o banco central, “esta evolução reflete a incorporação dos resultados positivos de um conjunto de instituições referentes ao exercício de 2018 e, no caso do primeiro indicador, a emissão de instrumentos de ‘Additional Tier 1’”.

O ponderador médio de risco diminuiu 0,2 pontos percentuais face ao final de 2018, refletindo, entre outros fatores, o aumento da carteira de títulos de dívida pública, os quais são ponderados a 0% no cálculo dos ativos ponderados pelo risco.

O rácio de alavancagem aumentou 0,4 p.p. para 7,7%, mantendo-se acima do mínimo de referência definido pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia (3%), que o BdP destaca que se “tornará um requisito de cumprimento obrigatório a partir da data de início de aplicação do novo CRR (28 de junho de 2021)”.

PD // MSF

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