BCE mostra-se confiante na evolução da inflação na zona euro

Agência Lusa

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O Banco Central Europeu (BCE) mostrou-se “claramente” confiante numa aproximação da inflação da meta definida pela instituição, de acordo com atas da última reunião de política monetária, publicadas hoje.

Os dirigentes do BCE consideraram, no entanto, que para que a inflação recupere e haja essa convergência para o objetivo de ficar ligeiramente abaixo de 2% “continua a ser necessário um nível elevado de estímulos monetários”.

A solidez do crescimento económico na zona euro e a significativa redução do défice permitem “uma crescente confiança” na subida da inflação, assinalam as atas da reunião realizada no dia 14 de dezembro.

Ao mesmo tempo, a evolução da inflação subjacente (sem os preços da energia e dos alimentos) continua a ser fraca e “deve mostrar ainda sinais convincentes de uma tendência ascendente sustentada”, segundo o BCE.

Os membros do Conselho de Governadores salientaram que “a confiança na convergência da inflação para o objetivo (do BCE) se reforçou claramente” desde a reunião de 26 de outubro, ao mesmo tempo que os indicadores de crescimento continuaram a ser melhores do que o esperado” e as previsões foram revistas em alta.

Na reunião de dezembro, o BCE divulgou uma previsão de crescimento para 2017 de 2,4% (mais duas décimas) e deixou inalterada a de inflação (1,5%).

Para 2018 foi antecipado um crescimento de 2,3% (1,8% em setembro), com uma inflação de 1,4% (1,2% na previsão anterior) e para 2019 foi apontado um crescimento de 1,9% (mais duas décimas) e uma inflação de 1,5% (sem alterações).

Foram também divulgadas as previsões iniciais para 2020, com o BCE a antecipar um crescimento de 1,7% com uma inflação de 1,7%.

As atas referem ainda que os dirigentes do BCE concordaram que a instituição deve “permanecer paciente e persistente” com a sua política monetária, mantendo a configuração atual e salientando o aumento da confiança na evolução da inflação.

O BCE decidiu também continuar a comprar dívida no valor mensal de 30 mil milhões de euros até setembro de 2018 “ou depois disso, se for necessário”, reiterando uma decisão de outubro.

EO // CSJ

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