BCE vê a zona euro no bom caminho, mas ainda a precisar de estímulos

Agência Lusa

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O Banco Central Europeu (BCE) considera que a zona euro está no bom caminho, mas que ainda necessita de estímulos da política monetária para que a inflação fique ligeiramente abaixo de 2%.

“Deve ser sublinhado que os dados disponíveis confirmam um crescimento sólido e com uma ampla base na zona euro”, assinalou o economista-chefe do BCE, Peter Praet, segundo as atas da reunião de 26 de julho do BCE.

A solidez da economia da zona euro permite confiar que a inflação permaneça a um nível ligeiramente abaixo de 2%, “mas deve ficar claro que, para alcançar este objetivo, ainda são necessários estímulos monetários significativos”, acrescenta o texto citado pela EFE.

Apesar de um abrandamento do crescimento no primeiro trimestre de 2017, atribuído ao enfraquecimento dos impulsos do comércio externo, o BCE considera que a recuperação continuará e que os riscos devem permanecer moderados.

O principal risco é que o renascimento do protecionismo, além dos efeitos diretos que resultam da imposição de tarifas a determinados produtos, possa levar a um enfraquecimento da confiança na economia mundial.

Segundo o BCE, as disputas comerciais já afetaram diversos mercados bolsistas, entre os quais destaca o caso chinês.

O BCE assinalou também a perda de valor de moedas de países emergentes face ao euro, o que afeta as exportações europeias.

O banco central considera, no entanto, que o crescimento continuará a ser impulsionado por fatores como o consumo, o aumento do emprego e o investimento de empresas, que serão favorecidas por boas condições de financiamento.

Na reunião de 26 de julho, a entidade monetária decidiu deixar as taxas de juro inalteradas, com a principal taxa de refinanciamento em 0%, e reafirmou que tenciona mantê-las no nível atual até pelo menos ao verão de 2019.

O BCE informou também que continua a comprar dívida ao “ritmo mensal de 30 mil milhões de euros até ao final de setembro de 2018” e prevê reduzir as aquisições para metade (15 mil milhões de euros) a partir dessa altura e até ao fim de dezembro, quando está previsto que cessem as aquisições.

EO // ATR

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