BCP muito próximo de uma resistência decisiva para o seu futuro

Tiago Esteves
Apesar de todas as contrariedades técnicas e fundamentais que o BCP sofreu nos últimos meses, e mesmo tendo em conta as ameaças de AC que por vezes voltam a ser comentadas, o título está há já um mês a viver um bom momento. Contudo, tendo em conta a recuperação, que já atingiu 45% desde mínimos, é fundamental manter os pés bem assentes na terra e ter a noção que a tendência do título continua a ser descendente em quase todos os timeframes. É também importante recordar que o título tem vindo a falhar a activação de padrões importantes, e quando os tem activado falhou já por diversas vezes a projecção potencial.

Com isto dito, há que referir que parece desenhar-se no gráfico diário um padrão de inversão. A ser activado, na zona dos 2,17 cêntimos, poderia ser suporte ao bom momento do título e ajudar à sua expansão em termos temporais e de preço. Apesar disso, e regressando ao ponto anterior, estamos ainda a cerca de 7% dessa marca e era bastante conveniente que a ultrapassagem ocorresse já nas próximas 5 sessões.

Não sendo de todo negativo que se fale da potencial quebra de resistências-chave, é importante manter o realismo bem próximo e ter um plano de fuga caso as coisas corram mal. E, dados os tais mais de 40% de subida desde os mínimos, eu diria que (para aqueles que já estão dentro!) não deve cair-se na tentação de deixar o título navegar à sua boa vontade sem ter um stop definido. Já demonstrou no passado que as reacções ascendentes tendem a ter tanto de arrojadas como de temporalmente limitadas. Sendo os 1,91 cêntimos a zona que marca a última inflexão ascendente, acredito que mesmo para os que negoceiam o título no longo prazo deve ser um ponto que, a ser violado, leve a considerar uma redução parcial da posição. Não necessariamente nos 1,91, devido à volatilidade, mas por exemplo nos 1,85-86.

A quebrar-se esse ponto em baixa, não se podendo descartar a hipótese de uma consolidação em nível inferior, é forte a probabilidade de regressarmos a mínimos. Se, pelo contrário, a resistência for quebrada em alta, então podemos traçar um plano mais ofensivo. Não quero para já ir por aí, para não agoirar, mas cá regressaremos para o comentar se este bom momento se mantiver por mais algum tempo.

Deixe uma resposta