BES – Análise Semanal

Tiago Esteves
O Banco Espirito Santo foi o vencedor da sondagem semanal. À semelhança da maioria dos bancos europeus, também o BES viu a sua cotação desvalorizar fortemente desde o rebentar da crise. Neste caso, como em tantos outros, podemos hoje comprar uma acção deste banco com um desconto superior a 90% face ao valor de 2007. Como já tivemos oportunidade de verificar em anteriores crashs, quando um sector é afectado por determinada crise tanto caem as empresas boas como as más.
O BES terá provavelmente sido a instituição financeira portuguesa que melhor preparada estava para fazer face à crise e isso poderá dar-lhe alguma vantagem numa perspectiva de recuperação de longo prazo.

Tecnicamente optei por fazer uma análise no gráfico semanal. Porquê? Porque acredito que já possa estar em curso uma inversão de tendência de longo prazo. O que me leva a pensar isso numa fase em que poucos têm esperança no sector financeiro nacional é a inversão no padrão de máximos/mínimos relativos que o título vinha a desenhar. Repare-se que o máximo relativo atingido em Janeiro deste ano foi superior ao anterior, sendo a vela da quebra formada com o maior volume do ano! A retracção que aconteceu depois teve tanto de salutar como de necessária, dando ao título tempo e espaço para ganhar fôlego. Ao olharmos para o volume desde o início do ciclo descendente vemos que no último ano este aumentou de forma exponencial! É verdade que o aumento de capital também ajudou, mas esse argumento por si só não é suficiente para justificar o quádruplo do volume. Vejo este aumento de volumes como um aumento do interesse comprador numa zona que poderá estar a ser de acumulação.

Se o BES poderá ter já invertido o seu ciclo descendente de longo prazo significa que é esta a altura de comprar, certo? Hmm, errado… Esta semana tivemos uma quebra de 11% e (se a minha teoria de retracção de médio prazo se confirmar) essas quedas poderão continuar. Existe uma linha de tendência ascendente em formação, que conta já com validade suficiente para ser considerada, e uma aproximação a essa zona poderia ser suficientemente atractiva para me levar a fazer uma entrada de longo prazo. Aliás, a aproximação a essa zona seria o local perfeito para fazer uma entrada, com stop na zona dos 50 cêntimos. Se a aparente inversão não passasse disso mesmo, então a perda seria cortada com um prejuízo mínimo.
Em alternativa, poderia ser interessante comprar uma retracção após se efectivar a eventual quebra em alta da zona de resistência assinalada. Pessoalmente esperarei com paciência mais um pouquinho… mas há já muito tempo que não estava tão optimista relativamente ao futuro do BES!

Deixe uma resposta