CAC – Areva

Tiago Esteves

A Areva viveu num intenso Bull market desde a sua colocação em bolsa, com uma impressionante subida de mais de 2000% em 15 anos. Os últimos 5 anos de subidas foram pautados por uma LTa bastante válida. A sua quebra deixou no ar um sinal de alerta e, pouco tempo depois, chegava ao fim o período de ascensão. O fim do bull market foi tecnicamente muito correcto, com um reteste perfeito à LTa já quebrada concomitante com um duplo topo. Desde esse máximo recuou já mais de 60% e nada nos leva a crer que fiquemos por aqui.

Na análise ao curto prazo é notória a construção de um padrão de consolidação. Durante este período de consolidação os volumes têm vindo a decrescer, como seria de esperar. A falta de força compradora é visível na constituição do padrão, que tem 5 zonas de toque na base e apenas dois toques efectivos no topo. Este dado concreto ainda aumenta mais a probabilidade de quebra a favor da tendência vigente.

Nos últimos meses tem-se vindo a desenhar o que parece ser um H&S de continuação. Como não há uma quebra efectiva da neckline não se pode falar nem em padrão nem em projecção. No entanto, a haver uma quebra em breve, a projecção apontaria para um valor próximo dos 250€.

Para o futuro, é de vigiar o ponto máximo na cabeça do H&S. Em caso de quebra em alta, será dado um sinal claro de força que não pode ser ignorado. No entanto, é pouco provável que isso venha a acontecer.

Em caso de quebra em baixa, proporcionará uma boa oportunidade de short, já que os suportes são antigos e encontram-se a uma distância significativa. Mesmo sendo antigos, existem duas zonas que realço pela sua importância no passado. A primeira, assinalada a verde, marca o fim de um pico das cotações durante o bull market.
A segunda (historicamente mais importante), a azul, marca a zona que conseguiu suportar o que parecia ser o fim do bull. Foi muito relevante durante 4 anos, com várias investidas fracassadas, algumas após declínios de mais de 50%.

Embora ainda estejamos muito longe de ambas as zonas, caso fiquemos sem suportes recentes, o histórico será o único ponto de referência minimamente válido.
Mas o melhor é ir acompanhando, já que ainda existem muitas incertezas no ar…

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