Capital Group deixa de ter participação no capital social da EDP

Agência Lusa

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A EDP – Energias de Portugal anunciou que o The Capital Group Companies, que chegou a ter quase 10% do capital da elétrica, deixou de “deter qualquer participação no capital social e direitos de voto” da empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP refere que o Capital Group comunicou no dia 12 de outubro “que a sua participação no capital social e direitos de voto da EDP baixou do patamar de mínimo de 2% das participações qualificadas no dia 10 de outubro (…), deixando nesta mesma data” a empresa “de deter qualquer participação no capital social e direitos de voto” da elétrica.

O Capital Group é a empresa-mãe da Capital Research and Management Company (CRMC), sendo este um consultor de investimentos sediado nos Estados Unidos que gere a família de fundos de investimento American Funds.

Nem o Capital Group, nem as suas subsidiárias detêm ações da EDP na sua carteira própria.

“As ações reportadas são detidas por fundos de investimento sob gestão discricionária de empresas do Capital Group”, adianta a EDP, em comunicado.

Em 01 de outubro, o presidente executivo da EDP, António Mexia, tinha afirmado, em Londres, que a redução da participação do Capital Group na elétrica tinha tido como causa “medidas recentes” que afetaram a estabilidade da empresa.

O gestor comentava o facto do Capital Group ter diminuído, na altura, a participação na EDP, passando de quase 10% para 2,958% do capital social da elétrica.

No final de setembro, a EDP anunciou que os acionistas iriam contestar nos tribunais internacionais o pagamento de 285 milhões de euros por alegada sobrecompensação no cálculo da disponibilidade das centrais que operavam em regime CMEC.

Em causa está o despacho do secretário de Estado da Energia de 29 de agosto, que quantifica em 285 milhões de euros a alegada sobrecompensação da EDP quanto ao cálculo do coeficiente de disponibilidade verificado nas centrais que operavam em regime de CMEC (custos de manutenção do equilíbrio contratual), explicou a empresa.

Segundo a EDP, o mesmo despacho afirma estar ainda em estudo a possibilidade de serem exigidos até 72,9 milhões de euros, relativos a uma alegada sobrecompensação das centrais a operar em regime de CMEC pela sua participação no mercado de serviços de sistema.

ALU/(ALYN/JNM/MC/JPI) // ANP

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