Centeno aconselha instituições europeias e governos a não cederem à impaciência

Agência Lusa

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O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, aconselhou hoje, em resposta a uma questão sobre Itália, as instituições europeias e os governos nacionais a não cederem à impaciência, de modo a evitar “fenómenos de populismo”.

“Às instituições europeias e aos governos cabe dar uma perspetiva de futuro, de tranquilidade e de confiança no processo de decisão. Quando a impaciência entra para o espetro político, normalmente geram-se fenómenos de populismo como temos visto ultimamente. É exatamente isso que temos de evitar”, alertou o ministro das Finanças português, em declarações aos jornalistas em Bruxelas.

Mário Centeno reagia assim a uma questão sobre os eventuais riscos inerentes à situação política em Itália, nomeadamente as flutuações nos mercados.

“Tem havido flutuações que são de dimensão reduzida e que se têm vindo a corrigir passado alguns dias. Nós só conseguimos transmitir alguma mensagem de confiança para todos os agentes económicos se tomarmos decisões que tornem mais robusto o nosso espaço económico e monetário. É a única forma de podermos controlar essa possível flutuação. É isso que estamos a fazer”, realçou.

O presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro, que proferiu o discurso de encerramento do ‘Brussels Economic Forum’ que decorreu hoje na capital belga, acentuou a importância das reformas empreendidas a nível europeu, mas também nacional, para tornar a zona euro mais resiliente após a crise.

“É um programa económico difícil, mas que foi conseguido à custa de muitas reformas que agora estão a dar resultado. Poucas vezes valorizamos as decisões que tomamos, ao não as associarmos aos resultados que obtemos”, completou.

Reiterando a importância da Cimeira do Euro de junho para a reforma da área do euro, de modo a tornar o euro “uma moeda de referência”, Mário Centeno recordou as “muitas medidas [acordadas] naquilo que se convencionou chamar a redução do risco.

“Agora trata-se de completar o programa que aprovámos em 2016 e que temos vindo a aplicar. No fim, contamos que essa maior confiança na nossa moeda comum se traduza em maior crescimento económico”, disse.

AMG // CSJ

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