CGD passa de prejuízos a lucros de 68ME no 1.º trimestre

Agência Lusa

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve lucros 68 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que compara com prejuízos de 38,6 milhões de euros do mesmo período de 2017, divulgou hoje o banco público.

A margem financeira desceu 1%, para 297 milhões de euros, com a margem financeira na atividade em Portugal a aumentar 6,1%, para 182,9 milhões de euros.

Já os resultados de comissões e serviços cresceram 9%, para 116 milhões de euros, para o que contribuiu o aumento de 13,8% das comissões em Portugal para 89 milhões de euros, o que, diz a empresa, reflete “as medidas do Plano Estratégico implementadas em 2017”.

As provisões e imparidades reduziram-se 88%, passando dos 108 milhões de euros constituídos no primeiro trimestre de 2017 para 13 milhões de euros entre janeiro e março deste ano.

Os custos operativos reduziram 11%, para 239 milhões de euros, o que o banco justifica com redução de custos com pessoal, gastos gerais administrativos e depreciações e amortizações. Contudo, tal não inclui custos de 58,5 milhões de euros referentes aos programas de redução de pessoal, utilizando uma provisão já constituída em 2017.

A CGD anunciou ainda hoje que a emissão de dívida de mais de 400 milhões de euros que tem de fazer para efeitos de capitalização será feita através de instrumentos ‘tier 2’, em vez de ‘adicional tier 1’, após acordo com a Comissão Europeia.

O presidente da CGD, Paulo Macedo, estimou que com isso o grupo terá uma poupança de 17 a 20 milhões de euros, uma vez que terá taxas de juro mais baixas.

Por fim, a CGD fechou o primeiro trimestre com rácio de capital CET1 de 13,6% e rácio total de 15,3% com as regras do período de transição.

IM // ARA

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