China avisa que “não ficará de braços cruzados” perante ameaças comerciais dos EUA

Agência Lusa

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A China “não ficará de braços cruzados” perante as ameaças dos Estados Unidos em matéria comercial, advertiu hoje um alto responsável chinês, após declarações cada vez mais insistentes do Presidente norte-americano, Donald Trump.

“A China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, mas se os Estados Unidos adotarem medidas que prejudiquem os interesses chineses, a China não ficará de braços cruzados e tomará as medidas que se impõem”, declarou à imprensa o porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP), Zhang Yesui, na véspera da abertura da sessão plenária anual do parlamento chinês.

Trump fez subir ainda mais o tom das suas afirmações sobre uma guerra comercial na sexta-feira, ao ameaçar os parceiros comerciais dos Estados Unidos de “taxas recíprocas” sobre as suas importações, depois de ter visado no dia anterior as do alumínio e do aço.

O inquilino da Casa Branca já tinha escrito na rede social Twitter que as guerras comerciais eram “boas e fáceis de ganhar”.

Inquirido sobre essas ameaças, o porta-voz chinês, ele mesmo antigo embaixador nos Estados Unidos, defendeu uma maior abertura dos mercados dos dois países.

No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, considerou “sem fundamento” as sanções norte-americanas contra as exportações de aço de outros países adotadas em nome da segurança nacional.

“Não é só a China que pensa que isto não é razoável. Muitos países europeus e o Canadá disseram todos que não podiam aceitá-lo”, disse Wang, citado pela imprensa chinesa.

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