China e EUA planeiam reunião sobre tarifas para a semana – Wall Street Journal

Agência Lusa

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Os negociadores chineses e norte-americanos estão a preparar conversações para por fim à tensão comercial entre ambos os países, antes das reuniões previstas entre os presidentes dos dois países, em novembro, noticiou hoje o Wall Street Journal.

De acordo com fontes do Governo dos EUA, citadas pelo diário norte-americano, ambos os governos estão a tentar limitar a subida de tensão e da imposição de tarifas, através de reuniões agendadas para a próxima semana, temendo que a guerra comercial possa abalar ainda mais os mercados mundiais.

Uma delegação de nove membros oriunda de Pequim, encabeçada pelo vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, vai reunir-se com uma equipa norte-americana que será chefiada pelo subsecretário de Estado do Tesouro, David Malpass, na próxima quarta e quinta-feira, segundo o ‘Journal’.

As conversações serão uma iniciativa proposta pela China para retomar as relações com Washington, que foram cordiais no início da Presidência de Donald Trump, mas que pioraram com o envolvimento na crise com a Coreia do Norte.

Depois do aumento das tarifas alfandegárias decretado por Donald Trump, a China respondeu “em igual escala e com a mesma força”, mas o encarecimento das importações pode fazer descarrilar os planos do líder chinês para acelerar o crescimento da segunda maior economia do mundo e transformar o país numa superpotência mundial, explica o jornal norte-americano.

Trump e Xi Jinping planeiam reunir-se pessoalmente na cimeira de líder do Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacífico, que envolve 21 economias, em meados de novembro, confirmaram diplomatas de ambas as nações, ao que se seguiria uma segunda sessão, na cimeira de líderes do Grupo dos 20, em Buenos Aires, no final de novembro.

Os EUA anunciaram em março a implementação de taxas alfandegárias sobre uma lista inicial de 1.300 produtos importados da China, avisando que o impacto pode chegar aos 60 mil milhões de dólares (51,7 mil milhões de euros).

Em resposta, a China começa por impor em abril tarifas de 25% sobre 120 produtos dos EUA sobretudo alimentares, num valor em torno dos três mil milhões de dólares (2,58 mil milhões de euros) – recorrendo à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a atuação norte-americana.

Posteriormente, Pequim respondeu à publicação da lista com uma taxa alfandegária de 25% em cerca de 50 mil milhões de exportações norte-americanas, incluindo nos produtos a taxar a soja (um dos mais relevantes produtos nas relações comerciais entre os dois países), os aviões, os carros e os produtos químicos.

MBA (PD) // ARA

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