CMVM quer auditor para fixar contrapartida pela saída de bolsa da Sumol+Compal

Agência Lusa

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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pediu a nomeação de um auditor para fixar a contrapartida mínima a oferecer aos acionistas da Sumol+Compal pela saída de bolsa da empresa.

“A CMVM informa que, nesta data, solicitou à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas a nomeação de um auditor independente para fixação da contrapartida mínima a oferecer por ocasião do pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da Sumol+Compal, S.A., pela aquisição das ações pertencentes aos acionistas que não tenham estado presentes ou representados ou votado favoravelmente na assembleia onde a mesma foi deliberada”, lê-se no comunicado.

Isto porque, justifica a CMVM, as ações da Sumol+Compal apresentam uma liquidez reduzida, pelo que se torna “impossível determinar o valor justo e equitativo da contrapartida”.

Em 21 de dezembro, os acionistas da Sumol+Compal aprovaram em assembleia-geral a saída de bolsa da empresa de bebidas, com o voto contra do BPI (que detém 0,52% do capital social).

A favor votaram Refrigor, Frildo – Entreposto Frigorífico, Eufiger – Gestão de Empreendimentos Imobiliários e Agrícolas, Tecol – Máquinas e Artes Metálicas, João António Brito Pires Eusébio, Amélia Maria Brito Pires Eusébio e António Sérgio Brito Pires Eusébio, ou seja, 93,79% do capital social com direito de voto.

A reunião magna foi convocada a pedido de dois acionistas, a Refrigor, que detém 84,45% do capital social e 93,58% dos direitos de voto, e a Frildo, que detém 1,40% do capital social.

Aquando do pedido de agendamento da assembleia-geral, fonte próxima da Refrigor disse à agência Lusa que a empresa entende que, com o baixo ‘free float’ [dispersão de ações em bolsa], atualmente de 6,42% do capital social, não se justifica a manutenção da Sumol+Compal na Euronext Lisbon.

CSJ (PL) // JNM

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