Compra de bens duradouros com “bastante dinamismo” mas ‘stock’ abaixo de níveis pré-crise – BdP

Agência Lusa

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As compras de bens duradouros “têm revelado bastante dinamismo”, segundo o Boletim Económico do Banco de Portugal, que relaciona com recurso a crédito, apesar de o ‘stock’ destes bens ainda estar abaixo dos níveis anteriores à crise.

A despesa das famílias em bens duradouros cresceu 5,0% em 2018, abrandando face a 2017 (6,2%), incluindo na componente de automóveis.

Segundo o Banco de Portugal, embora tenha havido desaceleração em 2018, as aquisições de bens duradouros “têm revelado bastante dinamismo”, isto depois da “forte retração das compras destes bens na fase inicial do ajustamento da economia portuguesa”.

Ou seja, os portugueses estão a voltar a comprar estes bens depois de decisões de o fazerem terem sido “adiadas durante a recessão”, usando também o recurso ao financiamento bancário.

“O forte crescimento do consumo de bens duradouros nos últimos anos está relacionado com a realização de decisões de despesa que foram e têm sido suportadas pelo recurso ao crédito”, lê-se no boletim económico.

O Banco de Portugal diz ainda que, apesar do crescimento do consumo de bens duradouros financiado com recurso a crédito ao consumo estar em “níveis que se situam acima dos observados em 2010”, já o “‘stock’ de bens duradouros reduziu-se significativamente durante o período recessivo e, não obstante uma recuperação no período mais recente, ainda se situa abaixo dos níveis observados antes da crise”.

Os bens duradouros são os bens utilizados por um largo período e tempo e incluem automóveis, mas também mobiliário ou computadores.

IM // CSJ

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