Concorrência dá ‘luz verde’ à compra da EDP Bioeléctrica pela Altri

Agência Lusa

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A Autoridade da Concorrência (AdC) aprovou a compra pela Altri da posição da EDP no capital da EDP Bioléctrica, devendo a transação ser concretizada ainda este ano, informou hoje a Altri.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Altri refere que “a Autoridade da Concorrência não se opôs à referida transação”, que – nos termos previstos no acordo celebrado com a EDP – Energias de Portugal – deverá realizar-se “ainda no decurso do presente ano de 2018”.

Em 31 de julho a Altri anunciou ter chegado a um acordo com a EDP para comprar, através da sua subsidiária Caima Indústria de Celulose, os 50% que ainda não detinha da EDP Produção – Bioeléctrica, por 55 milhões de euros.

No comunicado então enviado à CMVM, a Altri referia que tinha chegado “a acordo com a EDP, para adquirir, diretamente e através da sua subsidiária Caima Indústria de Celulose, 50% do capital social, dos créditos e dos direitos de voto de que aquela é, direta e indiretamente, titular no capital social da EDP Produção – Bioeléctrica, assumindo assim, em consequência desse acordo, o controlo de 100% desta sociedade”.

O valor da operação ascende a 55 milhões de euros, e a concretização do acordo estava “sujeita a notificação prévia à Autoridade da Concorrência, nos termos previstos no respetivo regime jurídico e, por esta razão, condicionada à decisão de não oposição dessa entidade, estimando-se a sua conclusão ainda durante o segundo semestre” deste ano, referia a empresa.

A EDP Bioeléctrica “assume-se hoje como um ‘player’ de referência no mercado da produção de energia elétrica produzida a partir de biomassa florestal e, por si diretamente ou através das suas subsidiárias integralmente detidas, opera quatro centrais em Portugal, encontrando-se em execução a construção de uma nova central cujo arranque se estima para o primeiro semestre de 2019″.

A capacidade instalada global de todas as centrais da EDP Bioeléctrica, já considerando a nova central, é de cerca de 100 megawatts (MW).

“Este acordo permitirá à Altri prosseguir a sua estratégia de melhoria contínua na integração entre a fileira florestal produtora de biomassa e a produção de energia a partir deste recurso renovável, aumentando a sua capacidade de contribuição ativa para a melhoria do ordenamento e da limpeza da floresta e, consequentemente, para a sua sustentabilidade, preocupação atual e absolutamente premente no nosso país, o que para a Altri, desde há largos anos, constitui uma das suas prioridades”, concluía a empresa, no comunicado.

PD (JS/ALU) // JNM

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