Conseguirá o Gás Natural diminuir o fosso energético dos países subdesenvolvidos?

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O gás natural liquefeito (GNL) tem vindo a conquistar o interesse de grandes empresas como a Shell e a BP, que se entregam a longo prazo a projetos de investimento de biliões de dólares. As explorações em curso na Austrália e outros locais, juntamente com a revolução do xisto e o início das exportações de GNL americano, inundaram os mercados pressionando significativamente o preço. Este factor está a conduzir ao declínio de projetos em países como o Japão e grande parte da Europa Ocidental.

Segundo a Agência Internacional de Energia, o número de países que importam GNL cresceu desde 2005 de 15 a 39 países, embora o maior crescimento de importação tenha sido reportado a partir de 2011. Para compensar a falta de redes de canalização de gás em grandes países subdesenvolvidos, empresas como a Excelerate Energy providenciam unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação para a distribuição em toda a zona costeira de países que não possuam este tipo de infraestruturas. Um terminal tem um custo anual marginal de 85 milhões de dólares, se comparado com o custo potencial de 1000 milhões de dólares associados à criação de uma central de regaseificação de GNL. Empresas como a Shell estão a tomar a iniciativa de dar apoio financeiro para a construção de pequenas infraestruturas de gás em países mais pobres para alavancar este processo de expansão. A Shell está actualmente a explorar um projeto conjunto com uma empresa nigeriana para distribuição de gás doméstico no país

Tisha Schuller, da Adamantine Energy, afirma que os produtores de GNL mantêm um equilíbrio delicado entre o distanciamento das acusações de “implementação de vícios” nos combustíveis fósseis em países pobres com potencial renovável e a redução da pobreza energética, ao fornecer gás que pode aumentar a reputação dos mesmos por ser mais limpo do que o carvão e óleo.

 

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