Corticeira autuada pela ACT atribui coima a “pressão política e sindical”

Agência Lusa

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A empresa Fernando Couto Cortiças S.A., autuada em 6.000 euros pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) devido a irregularidades no caso de uma operária reintegrada judicialmente, atribuiu hoje a coima a “pressão política e sindical”.

A justificação dessa empresa de Santa Maria da Feira surge depois de o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte ter hoje revelado que a ACT aplicou à firma uma segunda multa na sequência de fiscalizações relativas à forma como essa tratou Cristina Tavares, despedida inicialmente em 2017 e depois reintegrada por ordem do tribunal.

Em novembro de 2018,a ACT multou a corticeira em 31.000 euros por “assédio moral” à trabalhadora e agora voltou a autuar a firma em 6.000 por a ter obrigado a desempenhar funções desadequadas à sua condição física e ao respetivo atestado médico, mas, para a administração da Fernando Couto, o novo processo de contraordenação é “resultante da pressão política e sindical que tem vindo a ser desenvolvida, sobretudo nos média”.

Em resposta à Lusa, a administração da corticeira assinalou que a atual situação de Cristina Tavares – despedida novamente em janeiro deste ano – “está a ser discutida em tribunal e ainda não foi objeto de julgamento”.

Por esse motivo, a Fernando Couto defende que a referida pressão “se faz sentir também por via hierárquica administrativa, parecendo que a própria ACT se quer substituir ao tribunal ou, pelo menos, contribuir para a formação de um ‘pré-juízo’, o que é abusivo”.

AYC // LIL

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