Criada associação para “suprir falha de mercado” e apoiar investigação tecnológica

Agência Lusa

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Um conjunto de 20 empresas a operar em Portugal criou a associação sem fins lucrativos HiSeedTech, que pretende “suprir uma falha de mercado” e facilitar a interação entre projetos de investigação tecnológica e as companhias, foi hoje anunciado.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da HiSeedTech, Pedro Vilarinho, explicou que a associação “foi criada com o objetivo de suprir uma falha de mercado, resultante da inexistência de iniciativas, com um foco específico no apoio à translação de tecnologias desenvolvidas por investigadores para o mercado, seja através da criação de ‘startups’ [empresas com potencial rápido de crescimento] de base tecnológica ou de inovação aberta”.

A HiSeedTech irá, assim, “fazer a interligação entre projetos de investigação de base tecnológica e as necessidades do mercado e das empresas privadas”, fomentando estas iniciativas e divulgando-as junto da comunidade empresarial, acrescentou.

A ideia para criar a associação partiu de Pedro Vilarinho, que tem 14 anos de experiência “a fazer a interligação entre a ciência e o mercado”, explicou o responsável à Lusa.

Pedro Vilarinho integra os conselhos de administração das empresas de biotecnologia Exogenus Therapeutics, ExtremoChem e Pharma73, tendo já dado aulas nas universidades de Aveiro, do Porto e de Coimbra.

A direção da HiSeedTech é também composta por António Brandão de Vasconcelos, Mário Freire e Miguel Coelho Lima, respetivamente, das empresas everis Portugal, Diergy e Lameirinho.

Ao todo, a associação é constituída por 20 companhias de vários setores de atividade e que operam em diferentes locais no país, como o Banco Popular, a BlueClinical, a CIN, a Clarke, a Modet & Company, a Costa Verde, a Diergy, a Efacec, o Esporão, a everis, a Galp Energia, a Hovione Capital, a Intercapital, a Lameirinho, a Promotor, a PwC, a Renova, a SNAP!, a TauCapital e a Tecnimed.

Pedro Vilarinho disse à Lusa que a associação vai, durante o ano de 2018, lançar “um conjunto de iniciativas focadas na valorização do conhecimento gerado por atividade de investigação e desenvolvimento, as quais serão focadas tanto do lado da oferta (‘technology push’) como da procura (‘market pull’)”.

Em causa está, desde logo, o Programa HiTech, que visa incentivar investigadores com projetos de base científica ou tecnológica a identificar oportunidades de negócio.

As candidaturas estão a decorrer até ao final de janeiro de 2018 e o objetivo é que, entre março e junho desse ano, os investigadores escolhidos, juntamente com mentores e alunos de gestão de instituições de ensino parceiras, trabalhem em equipa para adaptar as suas descobertas às necessidades reais do mercado.

Para já, a HiSeedTech conta com a parceria das universidades norte-americanas de Brown, North Carolina State e Rutgers, e as escolas de negócio Porto Business School e Nova School of Business and Economics, mas também pretende “alargar a sua rede de parceiros”.

Outra das metas é “continuar a angariar novos associados”, adiantou Pedro Vilarinho.

ANE// ATR

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