CTT dão seguimento ao mau momento

Tiago Esteves
Ao contrário do muito que se disse e escreveu a propósito dos maus resultados dos CTT, a notícia acaba por não ser muito surpreendente do ponto de vista da reacção do preço. Enquanto alguns títulos portugueses, como a Jerónimo Martins, se aproximam de máximos de médio prazo, este em particular ameaça novamente visitar mínimos. O que fazer numa situação como esta? A fazer-se algo, há que shortar. A repudiar-se este mecanismo de negociação, há que esperar por sinais de inversão para testar uma entrada longa.

Para os que vêm o mercado em ambas as direcções do ponto de vista da negociação, a oportunidade para fazer um short seguro não está ainda presente. Há que esperar por uma reacção em alta, ou uma consolidação da descida, para depois fazer o movimento de short. Para dar contexto à minha ideia, veja-se o ocorrido em finais de Junho. Um gap de quase 10% foi depois seguido por um movimento de alta que se travou precisamente na aproximação ao topo do gap. Após a aproximação, novo movimento descendente. Esta vela da última sessão deixou marcado um novo gap que termina nos 7,3€. Caso se repita o ocorrido anteriormente, é expectável que depois de novos mínimos tenhamos uma potencial reacção em alta até próximo dessa zona de resistência. Uma reacção em alta que aproximasse o título desse ponto, sem ultrapassar a zona de resistência que termina nos 7,67€ em alta, seria o ponto ideal de teste de short. Melhor, ainda, seria esperar pelo ponto de inversão assinalado no gráfico horário. Repare-se na clareza dada no gráfico horário por este H&S top para a vela da última sessão, a assinalar de forma inequívoca a possibilidade de um movimento de inversão.

Para os mais optimistas no futuro da empresa, e que fazem questão de negociar apenas no sentido ascendente, este não é de todo o momento de testar uma entrada. Não o será, tão pouco, caso a expectável reacção ascendente de curto prazo venha a ocorrer. Para uma entrada de sucesso, o título terá de mostrar sinais de força. A primeira demonstração de força expectável será, para já, na ultrapassagem em alta da zona de resistência. Honestamente, não creio que isto vá ocorrer sem testarmos novos mínimos e sem que se formem novos pontos de referência. Mas, para já, teremos de nos guiar por este ponto. Outro ponto de atenção será a inversão na lógica de lower-lows. Enquanto continuarmos a ter novos mínimos inferiores ao anterior, por muito fortes que sejam os pullbacks, não deverão ser suficientes para motivarem uma entrada baseada no médio prazo.

Um comentário

  • figuras técnicas 07 / 08 / 2016 Reply

    Viva. Ainda não estou pessimista quanto aos CTT. Para isso preciso ver um fecho semanal abaixo dos 6,800€. Se vires o gráfico semanal, a vela da semana passada fechou ainda acima da vela de Outubro 2014. Neste momento estou neutro.
    Os gráficos semanais podem dar muita informação. Repara no caso da Altri. Muito diziam que já estava em Bear Market mas as velas semanais ainda não dizem isso. Muitas vezes suportes e resistências são mais bem identificados nas velas semanais.

    Cumprimentos

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