Depois de quebrar, a Semapa mostra sinais de recuperação

Tiago Esteves
Depois de ter deixado no início do mês a minha visão negativista relativamente à situação da Semapa, houve alguns desenvolvimentos interessantes. O pennant confirmou-se como tal, e em apenas uma semana após o breakout deu-se uma quebra de 14%, forte o suficiente para atingir a projecção. Acabei por ter alguma sorte neste trade, porque tinha deixado todas as ordens pré-programadas, e isso permitiu-me fechar a posição intraday no dia em que tocou no valor da projecção. Se tivesse ficado à espera pela indicação de fecho provavelmente ainda estaria à espera… esta questão faz-me lembrar de algo importante no que diz respeito à minha estratégia, e que aproveito para partilhar. Geralmente não liquido as posições (pelo menos na totalidade) na projecção dos padrões de inversão, mas faço-o com muita frequência nos padrões de continuação. Porquê? Em primeiro lugar porque os padrões de inversão são estatisticamente mais fiáveis do que os de continuação, e em segundo lugar porque os padrões de continuação surgem já a meio de uma tendência, o que lhes retira potencial de progressão.

Bem, voltando à Semapa, o movimento descendente rápido seguido de uma recuperação forte acabou por gerar um H&S de inversão no gráfico horário, o que tem ajudado a galvanizar o actual movimento ascendente. O facto de nos estarmos a aproximar de uma fortíssima resistência poderá abrandar as subidas, mas não apostaria (nem apostarei) que esta resistirá ao ímpeto ascendente. Além de não existirem evidências de abrandamento no gráfico horário, tenho imensa dificuldade em considerar o topo do pennant como um lower-high. Este acaba por ser simplesmente uma parte do movimento descendente, e por isso necessitaremos de um lower-high mais evidente.

Significa isto que eu estou mais optimista no que diz respeito à Semapa? Não, de todo! O movimento após a quebra do pennant só veio confirmar o profundo estado depressivo do título, e para já não tenho dúvidas em classificar este movimento como um ressalto. Estou de dedo no gatilho, à espera que surja uma boa oportunidade de short para voltar a abrir uma posição. Mas não tenho pressa, e prefiro perder um pouco do movimento descendente do que entrar de forma precipitada e arriscar-me a ficar com um short em carteira sem que o título tenha vontade de cair.

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