Dinâmica da divida pública dos EUA pode conduzir a crise orçamental – Congresso

Agência Lusa

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A agência do Congresso para o Orçamento avisou na terça-feira que a dívida pública norte-americana, de 22 biliões de dólares (19,4 biliões de euros), 78% do Produto Interno Bruto, pode conduzir a uma “crise orçamental”.

Na campanha eleitoral de 2016, o então candidato Donald Trump prometeu que em oito anos reduziria a dívida nacional, mas esta já aumentou em mais de dois biliões (milhão de milhões) de dólares desde que está na Casa Branca.

A agência, cuja sigla em inglês é CBO, indicou que, nos últimos 50 anos, a dívida dos EUA tem sido equivalente a 42% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor de 70% só foi excedido “no salto do gasto federal que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial”.

A CBO, uma entidade não partidária que pondera vários cenários nas suas projeções, calcula que dentro das condições mais prováveis, em 2019, a dívida pública dos EUA alcançará os 149% do PIB.

Outro elemento que influencia o aumento do nível de endividamento é o envelhecimento da população, que vai aumentar o gasto dos programas de saúde públicos.

Os cálculos pressupõem um crescimento médio do PIB em 1,9% nos próximos 30 anos, sustentado em grande parte no aumento da população, aumento este, por sua vez, baseado na imigração.

Se o país continuar no atual rumo, vão “aumentar os riscos de uma crise orçamental, uma situação em que a taxa de juro da dívida federal aumenta abruptamente, porque os investidores perderam confiança na posição orçamental do governo dos EUA”, assinalou o CBO.

O diretor da entidade, Phillip Swagel, explicou que os custos mais altos dos juros, impulsionados por um aumento substancial da dívida federal e a subida do custo do dinheiro a longo prazo, são os principais responsáveis pelas preocupações orçamentais.

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