Emissão da TAP servirá para pagar “dívidas que iam vencer no próximo ano e meio” – presidente

Agência Lusa

A emissão obrigacionista de 375 milhões de euros da TAP servirá para “pagar as dívidas que iam vencer em média no próximo ano e meio”, revelou o presidente executivo da empresa, Antonoaldo Neves.

Numa comunicação interna, a que a agência Lusa teve acesso, o gestor explicou que a companhia aérea levou a cabo um ‘roadshow’ (visitas a investidores) que passou por Londres, EUA, Itália, Alemanha e França.

“Conversamos com mais de 100 investidores globais qualificados, alguns que estão há muito tempo a investir em aviação e outros que não investem desde 2011 pela volatilidade do setor”, garantiu Antonoaldo Neves.

Nessas conversas, “falamos da transformação da frota, dos acordos de paz social, do esforço de expandir para os EUA e retirar um pouco da volatilidade do [mercado] africano e brasileiro. E os investidores acreditam na capacidade da TAP e veem um futuro” na empresa, disse Antonolado Neves.

“O objetivo principal

[da operação]

foi alongar o prazo da nossa dívida. Vamos usar esses mais de 300 milhões de euros investidos na TAP por investidores internacionais para pagar as dívidas que iam vencer em média no próximo ano e meio” e com isso “fortalecer o balanço”, referiu.

“Conseguimos uma dívida sem nenhum tipo de garantia e com juros muitos competitivos, em condições mais favoráveis do que grandes grupos internacionais na mesma semana, em áreas menos de risco”, salientou, assegurando que, mesmo face a outras companhias aéreas, esta emissão foi favorável para a TAP.

Em comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia aérea deu conta da conclusão da operação, “tendo emitido obrigações sénior 5,625% com o valor nominal agregado de 375 milhões de euros com maturidade em 2024”.

O grupo anunciou o lançamento desta nova oferta de obrigações sénior no dia 15 de novembro, com o valor indicativo, nessa altura, de 300 milhões de euros e maturidade até 2024, de acordo com um comunicado.

No dia 22 de novembro, a empresa liderada por Antonoaldo Neves indicou que as receitas resultantes da oferta serão para a “antecipação do reembolso de determinados empréstimos no âmbito do passivo existente da TAP e extensão do respetivo prazo médio de maturidade”, para “o pagamento de comissões e despesas relacionadas com a oferta das obrigações” e “para financiar as necessidades decorrentes da atividade normal da sociedade”.

ALYN // CSJ

Lusa/Fim

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