Endividamento da economia sobe 8,6 mil ME até junho, mas peso no PIB em mínimo de 2010

Agência Lusa

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O endividamento da economia aumentou 8,6 mil milhões de euros até junho, face a 2018, para 730 mil milhões de euros, mas o peso da dívida no PIB recuou para mínimos de 2010, divulgou hoje o Banco de Portugal.

“Relativamente ao final de 2018, o endividamento do setor não financeiro [que abrange Estado, empresas públicas e privadas e famílias] aumentou 8,6 mil milhões de euros” nos primeiros seis meses do ano, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

O banco central explica que esta evolução resultou do aumento de 7,19 mil milhões de euros no endividamento do setor público e de 1,46 mil milhões de euros no endividamento do setor privado.

No total, “no final do primeiro semestre de 2019, o endividamento do setor não financeiro situava-se em 730,0 mil milhões de euros”, dos quais 328,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 401,1 mil milhões de euros ao setor privado, de acordo com a nota de informação estatística do BdP.

Os dados mostram que, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o endividamento do setor não financeiro desceu de 357,6% no final do segundo trimestre para 355,2% no final de junho, o que corresponde ao rácio mais baixo desde o primeiro trimestre de 2010, quando o peso do endividamento no PIB ascendia a 350,9%.

Foi no segundo trimestre de 2013 que o rácio do endividamento do setor não financeiro no PIB atingiu o máximo de 430%, tendo vindo a descer desde então.

No que respeita ao aumento do endividamento do setor público até junho (mais 7,2 mil milhões de euros), o Banco de Portugal indica que “resultou, sobretudo, do acréscimo do endividamento face às administrações públicas e ao setor não residente, que foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento face ao setor financeiro”.

Já no setor privado, o aumento do endividamento (de 1,5 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, deveu-se sobretudo ao crescimento de 1,4 mil milhões de euros do endividamento das empresas, que refletiu o aumento do financiamento face ao setor financeiro e exterior.

ECR // CSJ

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