Estados Unidos arrepender-se-ão das sanções ao Irão – chefe da diplomacia

Agência Lusa

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O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, disse hoje que as novas sanções norte-americanas são um “ataque indiscriminado” ao seu país, avisando que os Estados Unidos “se arrependerão” da decisão.

“O nosso povo demonstrou que pode mudar a história com o seu esforço e resistência e a situação vai repetir-se e os Estados Unidos vão arrepender-se das suas medidas”, referiu Zarif num vídeo divulgado na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.

Segundo o chefe da diplomacia, as sanções visam forçar os iranianos a “submeterem-se à vontade (dos EUA)”, ainda que as suas “exigências possam ser absurdas, ilegais ou erradas”.

Zarif recordou que anteriores administrações norte-americanas começaram os mandatos com políticas hostis contra o Irão, mas tiveram de as corrigir.

“Estou seguro de que o governo de (presidente norte-americano, Donald) Trump também chegará a esta conclusão, que essas políticas não têm influência na determinação da grande nação do Irão e será obrigado a mudar a sua política”, sublinhou.

Para o ministro, as sanções demonstram “o desespero do governo dos Estados Unidos” pelo facto do resto do mundo não as apoiar.

As novas sanções dos EUA, que entraram em vigor na segunda-feira, penalizam a venda de petróleo iraniano, as transações com o Banco Central e o setor portuário do país, na tentativa de aumentar a pressão económica sobre Teerão, após a decisão de Donald Trump de abandonar o pacto nuclear assinado em 2015.

O acordo sobre o nuclear iraniano foi concluído em julho de 2015 entre o Irão e os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia – mais a Alemanha).

Permitiu acabar com anos de isolamento do Irão ao levantar uma parte das sanções económicas internacionais, tendo Teerão aceitado em troca limitar drasticamente o seu programa nuclear para garantir que não iria obter a arma atómica.

Apesar da saída dos Estados Unidos, os restantes signatários do acordo comprometeram-se a tudo fazer para o preservar.

Os inspetores internacionais têm garantido que Teerão tem cumprido os seus compromissos em relação ao programa nuclear.

PAL (ANP) // FPA

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