EUA aplaudem redução das trocas comerciais entre China e Coreia do Norte

Agência Lusa

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A Casa Branca aplaudiu a redução das trocas comerciais entre a China e a Coreia do Norte, sublinhando a importância de exercer “pressão máxima” sobre Pyongyang para que o regime norte-coreano renuncie ao seu programa nuclear.

Os números publicados por Pequim indicam que o comércio entre a China e a Coreia do Norte caiu 50% em dezembro, à medida que entram em efeito novas sanções impostas pelas Nações Unidas contra Pyongyang, devido ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

A China é o principal aliado diplomático e maior parceiro comercial da Coreia do Norte. Cerca de 80% das importações norte-coreanas de petróleo são oriundas do país vizinho.

De acordo com as novas sanções impostas pelo conselho de segurança da ONU, a China baniu as importações de carvão, ferro, pescado e têxteis norte-coreanos.

Pequim ordenou ainda o encerramento de empresas norte-coreanas instaladas no país e não emitiu novos vistos para trabalhadores norte-coreanos na China.

Em dezembro, as importações chinesas a partir da Coreia do Norte caíram 81,6%, para 54 milhões de dólares (44 milhões de euros), enquanto as exportações da China para o país registaram uma queda de 23,4%, para 260 milhões de dólares (214 milhões de euros), segundo dados das alfândegas chinesas hoje divulgados.

Mas, apesar do quase total isolamento face ao mundo exterior, a Coreia do Norte tem conseguido avançar com o seu programa nuclear, visto como essencial pelo regime de Kim Jong Un para garantir a sua sobrevivência.

A China rejeita um corte total no fornecimento de petróleo a Pyongyang, argumentando que essa decisão poderia resultar na queda do regime e causar uma crise de refugiados no seu território.

Pequim aceitou, no entanto, reduzir o fornecimento de petróleo.

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