EUA suspendem isenção de tarifas na importação de aço e alumínio da UE, Canadá e México

Agência Lusa

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O Departamento do Comércio norte-americano suspendeu a isenção dos direitos de importação de aço e alumínio da União Europeia, Canadá e México, numa decisão que dispara as tensões comerciais e provocará represálias dos parceiros.

“Decidimos não estender a exceção para a União Europeia, Canadá e Médico, pelo que estarão sujeitos a tarifas de 25% e 10%” na importação de aço e alumínio”, respetivamente, indicou o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, antes de terminar o prazo para a tomada de uma decisão sobre o assunto.

Antes de conhecida esta decisão, o primeiro-ministro português, António Costa, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram em Lisboa que a União Europeia terá uma resposta comum a uma imposição pelos Estados Unidos de taxas aduaneiras ao aço e alumínio europeus.

“Ainda não conhecemos a decisão [da administração norte-americana], mas se realmente forem impostas essas taxas, temos uma posição clara da União Europeia: pensamos que essas taxas não estão de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio”, afirmou hoje Merkel, após uma reunião com o seu homólogo português, a encerrar uma visita de dois dias a Portugal.

“Claro que iremos decidir e responder em conjunto, mas não vou antecipar, porque ainda não sabemos o que os Estados Unidos vão fazer”, disse a chanceler alemã, depois de recordar que os Estados-membros da União Europeia já defenderam a sua exclusão das eventuais taxas aduaneiras.

Por seu lado, António Costa mostrou-se otimista: “Espero o ‘tweet’ [de Donald Trump] traga boas noticias, mas o que é essencial é que a Europa tem uma política comercial comum, e tal como já demonstrámos a propósito do ‘Brexit’, não nos deixamos dividir”.

“Agiremos sempre em conjunto na prossecução daquilo que é o interesse comum da Europa,; uma Europa que quer continuar a participar num mundo onde as fronteiras não se fechem às pessoas mas também onde não se criem barreiras à circulação de comércio, porque é um fator de prosperidade que devemos preservar”, defendeu o chefe do Governo português.

SMM (JH/JF) // PJA

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