F. Ramada integra PSI-20 a partir de 2.ª feira após quadruplicar lucro em 2017

Agência Lusa

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A F. Ramada, que a partir de segunda-feira vai integrar o índice PSI-20, opera no segmento dos aços, sistemas de armazenagem e gestão de ativos florestais, tendo em 2017 quadruplicado o lucro para 56,7 milhões de euros.

Liderada por João Borges de Oliveira, a empresa será uma estreia no PSI-20, já que desde que entrou em bolsa, em 2008, se manteve no índice geral. Antes disso a F. Ramada já tinha estado cotada até ser alvo de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Cofina, que depois viria a autonomizar a empresa e os ativos produtores de pasta de papel (na atual Altri).

Com esta promoção, o empresário Paulo Fernandes (que com Borges de Oliveira, Domingos Vieira de Matos e Ana Mendonça integra o núcleo duro de acionistas da F. Ramada) passa a ficar com duas das suas três empresas – F. Ramada e Altri – cotadas no índice principal. Já a Cofina está de fora da designada “primeira liga” da bolsa portuguesa.

Atualmente, a maioria da atividade da F. Ramada está ligada ao setor dos aços, nomeadamente à produção de produtos intermédios para a indústria e soluções de armazenamento, tendo ainda um segmento de atividade imobiliária relacionado com o arrendamento de terrenos para plantação de eucaliptos pela indústria de produção de pasta de papel.

Na atividade dos aços, a atividade da F.Ramada/F. Ramada Investimentos desenvolve-se sobretudo no subsegmento de aços para moldes, onde reclama “uma posição de destaque no mercado nacional” e opera através de quatro empresas: a Ramada Aços, a Universal Afir, a Planfuro Global S.A. e, desde dezembro passado, a Socitrel.

O controlo, por via indireta, de 99% do capital da Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria permitiu à Ramada Investimentos diversificar a sua atividade industrial e entrar numa nova área de negócio, já que a Socitrel se dedica ao fabrico e comercialização de arames de aço para aplicação na indústria, agricultura e construção civil.

No ano passado, as receitas totais do grupo F. Ramada ascenderam a 158,22 milhões de euros, mais 15,2% do que em 2016, tendo o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) aumentado 16,4%, para 24,831 milhões de euros, e a margem EBITDA passado de 15,5% para 15,7%.

O resultado líquido do grupo disparou dos 13,9 milhões de euros de 2016 para os 56,7 milhões de euros, impulsionados pela mais-valia de cerca de 40 milhões de euros obtida com a venda da sua participação no grupo de saúde Base.

As receitas totais do segmento indústria foram de 151,717 milhões de euros, mais 16,0% do que em 2016, enquanto no segmento imobiliário o volume de negócios ascendeu a 6,502 milhões de euros, apresentando um ligeiro decréscimo face a 2016.

A F. Ramada passa a integrar o PSI-20 no âmbito da revisão anual do índice de referência da bolsa nacional, em substituição da Novabase, continuando assim o índice com 18 cotadas: F. Ramada, Altri, BCP, Corticeira Amorim, CTT, EDP, EDP Renováveis, Galp, Ibersol, Jerónimo Martins, Mota-Engil, NOS, Pharol, REN, Semapa, Sonae, Sonae Capital, Navigator.

O índice PSI-20 é revisto trimestralmente em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa em março.

PD // CSJ

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