Fed entende que economia não precisa de subidas de taxas de juro, bolsa agradece

Agência Lusa

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A Reserva Federal norte-americana (Fed) manteve a taxa de juro de referência e enviou o seu mais forte sinal até à data de que não entende necessárias mais subidas nos próximos tempos.

A posição da Fed, divulgada no final da reunião de dois dias do seu comité de política monetária (FOCOM, na sigla em inglês), foi saudada no mercado de capitais, com os investidores satisfeitos com a perspetiva de modestas e poucas subidas de taxas de juro no futuro próximo.

A Fed e o seu presidente, Jerome Powell, mencionaram as pressões económicas globais e a consistente inflação moderada como razões para manter as taxas de juro.

Os dirigentes da Fed também adiantaram que estão preparados para reduzir a alienação dos seus ativos em dívida se for necessário para ajudar a economia.

Em comunicado, emitido depois da reunião, a Fed assegurou que iria ser “paciente” quanto a futuras subidas de taxas de juro.

A sua taxa de juro de referência vai permanecer no intervalo entre 2,25% e 2,5%, depois de ter sido subida por quatro vezes no último ano.

Esta taxa de juro influencia muitas outras taxas de juro, aplicadas a empréstimos contraídos por empresas e particulares, incluindo crédito para habitação.

No quadro definido por Powell e pela Fed, a economia norte-americana permanece com a inflação baixa, mas enfrenta um risco de uma perda de força, resultante do conflito comercial entre Estados Unidos da América e China.

“A situação exige paciência”, afirmou Powell, na conferência de imprensa que se seguiu ao final da reunião do FOMC. “Temos a possibilidade de ser pacientes”, acrescentou.

Antes de tornar a subir das taxas de juro é preciso ver a inflação a aumentar, disse Powell.

O valor da inflação seguido pela Fed aumentou 1,8% nos últimos 12 meses, abaixo dos 2% que servem de referência.

“Quero ver uma necessidade de mais subidas das taxas de juro, e, para mim, grande parte disto é a inflação”, realçou Powell.

Agradados pela perspetiva benigna no banco central norte-americano os investidores provocaram uma forte subida do índice bolsista Dow Jones Industrial Average, que o recolocou acima dos 25 mil pontos.

RN // SR

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