Fidelidade e CGD acordam nova parceria que dizem que aprofundará relações comerciais

Agência Lusa

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A CGD e a Fidelidade fizeram um novo acordo que expandirá as suas relações comerciais a novas geografias e mercados e que implica a atualização dos valores pagos pela Fidelidade ao banco público pela venda dos seguros, segundo comunicados divulgados.

“O novo acordo prevê o aprofundamento da relação de negócio entre as duas entidades líderes de mercado em Portugal, respetivamente nos seguros e na banca, reforçando e renovando esta já longa cooperação, quer em novas áreas de colaboração, quer com o alargamento da parceria a outras geografias e mercados”, referem os comunicados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Fidelidade, hoje divulgados.

O banco público refere, no seu comunicado, que o acordo comercial lhe permite “manter uma oferta de seguros competitiva, inovadora e diferenciadora, bem como uma atualização das condições e valores das remunerações e incentivos a serem pagas pela Fidelidade à CGD pela venda de seguros, com efeitos escalonados a partir do segundo semestre de 2017, acompanhando as melhores práticas do mercado”.

Já o presidente da CGD, Paulo Macedo, afirmou, citado no comunicado, que o banco prestará serviços “mais abrangentes, e uma resposta adicional às necessidades crescentes em matéria de proteção e mitigação de risco das empresas e das famílias”.

Por sua vez, a Fidelidade referiu que, com o novo acordo, a Caixa mantém uma “oferta de seguros competitiva, inovadora e diferenciadora”.

“Este acordo simboliza o compromisso das atuais administrações da CGD e da Fidelidade em atingir objetivos e resultados mais ambiciosos, num novo ciclo de recuperação económica com acrescidas necessidades por parte dos clientes”, afirmou Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade, citado no comunicado.

Ambos os comunicados referem ainda que, com este acordo, há uma “ampliação dos objetivos de negócio de venda de seguros pela CGD”.

A CGD, que pertence na totalidade ao Estado português, é o maior banco a operar em Portugal.

A Fidelidade, a maior seguradora a operar em Portugal, pertencia até 2014 à CGD.

No âmbito da privatização da seguradora, aquando da intervenção da ‘troika’, o grupo chinês Fosun comprou, no início de 2014, 80% do capital social da Caixa Seguros – que integra Fidelidade, Multicare e Cares – por mil milhões de euros.

Atualmente, o grupo Fidelidade integra ainda a Luz Saúde e tem cerca de 5% da REN – Redes Energéticas Nacionais.

O grupo Fidelidade – que tem uma quota de mercado de cerca de 30% em Portugal – teve lucros de 211 milhões de euros em 2016, menos 26% face a 2015, segundo a informação disponível no seu ‘site’.

Além de Portugal, a Fidelidade tem atualmente presença em França, Luxemburgo, Espanha, Moçambique, Angola, Cabo Verde e Macau. Em novembro, o presidente disse à Lusa que quer expandir as suas operações no estrangeiro, com a entrada na América Latina e em novos mercados em África.

“Não divulgamos resultados parciais. O que posso dizer é que 2017 está a ser um bom ano. O nosso resultado continuará a ser bastante positivo, em linha do ano passado”, disse ainda Jorge Magalhães Correia à Lusa, à margem da Web Summit, em novembro.

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