Finanças destacam crescimento do PIB “ligeiramente superior ao europeu”

Agência Lusa

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O Ministério das Finanças destacou hoje que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) “foi ligeiramente superior” ao europeu e da zona euro, permitindo a Portugal continuar a “tendência de convergência com a União Europeia”.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que a economia portuguesa acelerou no segundo trimestre, com uma subida de 2,3% face ao mesmo período do ano anterior e de 0,5% em cadeia.

Em comunicado, o gabinete de Mário Centeno refere que “o crescimento do PIB foi ligeiramente superior ao europeu e à zona euro (2,2% em termos homólogos), permitindo a Portugal prosseguir a tendência de convergência com a União Europeia”.

O crescimento da economia, aponta, “ocorre num contexto de maior equilíbrio das contas externas (o saldo externo de bens e serviços manteve um excedente nominal de 0,4% do PIB) e de gestão criteriosa das contas públicas (o consumo público regista uma variação homóloga de 0,4%)”.

Destaca ainda que “este é o décimo sétimo trimestre consecutivo de crescimento da economia portuguesa, num quadro de maior equilíbrio macroeconómico interno e externo e de consolidação fiscal”, e que “este cenário é o melhor garante de resiliência da economia portuguesa face às exigências macroeconómicas e de provisão sustentável de serviços públicos”.

O Ministério das Finanças aponta “a forte dinâmica de investimento (6,4% em termos homólogos), com especial destaque para o aumento de 10,2% do investimento em ‘outras máquinas e equipamentos'”, salientando que “o crescimento das exportações de bens e serviços também acelera para 6,8%”.

Acrescenta que se manteve “uma forte dinâmica na criação de emprego (aumento de 2,1% do emprego total e de 2,9% do emprego remunerado, corrigidos de sazonalidade) e na redução do desemprego (queda de 2,1 pontos percentuais, menos 110 mil desempregados)”.

Na estimativa rápida publicada em 14 de agosto, o INE tinha divulgado que o PIB tinha crescido 2,3% em termos homólogos e 0,5% em cadeia.

“O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou para 2,9 pontos percentuais (2,6 pontos percentuais no trimestre anterior), em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em material de transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no segundo trimestre de 2017”, adianta o INE.

No segundo trimestre, o PIB registou uma taxa superior em 0,2 pontos percentuais à registada nos três meses anteriores.

“O consumo privado (despesas de consumo final das famílias residentes e das instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias) aumentou 2,6% em termos homólogos, mais 0,5 pontos percentuais que no trimestre anterior, enquanto o consumo público apresentou uma variação homóloga de 0,4% (0,3% no trimestre anterior)”, refere o INE.

“O investimento desacelerou, passando de um crescimento homólogo de 7,1% no primeiro trimestre para 6,4%”, acrescentou o instituto.

A procura externa líquida “apresentou um contributo ligeiramente mais negativo (-0,7 pontos percentuais)”, aponta o INE, “refletindo a aceleração ligeiramente superior das importações de bens e serviços em comparação com a das exportações de bens e serviços”.

Relativamente aos primeiros três meses do ano, a economia cresceu 0,5%, sendo que “o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB aumentou ligeiramente no segundo trimestre (0,9 pontos percentuais)”.

ALU(DF) // CSJ

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