GALP – Análise Semanal

Tiago Esteves
A Galp foi a vencedora da sondagem semanal. Desde a última análise a esta cotada, há cerca de um mês e meio, confirmaram-se as piores previsões e a tendência descendente teimou em não desarmar. Ainda assim, ocupou o mês de Junho a desenhar um pequeno H&S de inversão, que ajudou a um ressalto superior a 30% desde mínimos. A projecção do H&S era de “apenas” 16%, apontando para o início da zona de resistência, e se não quisermos ser demasiado rigorosos pode considerar-se atingida.

Há dois factores importantes de salientar. Em primeiro lugar, tem de apontar-se a força com que a neckline foi quebrada, sem qualquer tipo de pullback, aproximando-se da projecção em apenas 4 dias. Isso é um sinal de força inequívoco que deve ser tido em consideração. Em segundo lugar, os volumes têm sido extremamente baixos nas velas descendentes. É certo que também não foram anormalmente altos nas 4 velas de subida pós-quebra, mas é animador para o título que a tomada de mais-valias depois de uma subida de 30% seja feita com volumes de pouco relevo.

É ainda cedo para se considerar que a tendência inverteu, mas eu fico sempre entusiasmado quando vejo um H&S. É prática comum que estes não se fiquem pela projecção e invertam mesmo o sentido da tendência. Para já, ainda é cedo para abordar essa possibilidade.

Vejamos então os sinais que poderiam marcar a inversão de tendência. Com a aproximação à zona de resistência, será importante verificar o que vai acontecer. Terá ela força suficiente para levar a cabo uma quebra?
A LTd que está desenhada encontra-se já demasiado longe das cotações (com uma distância superior a 50% desde mínimos), pelo que deixarei de esperar pela sua quebra para assinalar a inversão definitiva. Mais importante para mim seria que neste momento se invertesse o padrão de lower-highs, e infelizmente essa inversão ainda não se concretizou.

Resumindo, o H&S proporcionou uma boa oportunidade para quem quis abrir uma posição longa. Não podemos ainda falar em inversão de tendência, mas a quebra dos 12€ poderia alterar esse aspecto. O facto de o petróleo estar em suportes e de se esperar um ressalto mais significativo, a somar à correlação entre ambos, poderá ajudar a proporcionar um verão animado.

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