Glossário Surfar a Tendência

Tiago Esteves
Por vezes, no meio de algumas análises e artigos, saem palavras mais “técnica” que não são fáceis de decifrar por aqueles que andam há menos tempo nos mercados. Assim, e a pedido de alguns leitores, vou fazer um pequeno glossário com uma explicação básica e simplificada (para explicações complexas mais vale ir ao dicionário ou à wikipedia) dos termos que aparecem com mais frequência. Não vão estar por ordem alfabética, pelo menos numa fase inicial. Mais tarde poderei ordená-los, para ser mais fácil pesquisar. Comecemos então:

Suporte: Um suporte é um nível onde os preços parecem atrasar ou inverter uma situação de queda. Geralmente é considerado como um preço de suporte o preço ao qual corresponda uma zona de inversão passada. Quanto mais forte a inversão, maior a força do suporte. Imaginemos um caso concreto: Se um título tem os seus preços em queda desde os 20€ até aos 11,5 e de repente inverte nesse ponto, os 11,5 servirão como suporte caso os preços voltem a cair. Se, ao tocar nos 11,5 os preços inverteram até aos 15 (p.ex.), falamos de um suporte forte. Se a inversão foi apenas até aos 12€, o suporte será mais fraco pois a reacção foi também mais fraca. Se um nível de preço é testado múltiplas vezes sem que seja quebrado (ultrapassado em baixa) e os testes são com intervalos de tempo 1-3 meses, o suporte torna-se mais forte e uma referência futura. Se os toques no suporte são com intervalos demasiado curtos, o suporte enfraquecerá a cada novo toque até que tende a quebrar.

Resistência: Basicamente é o contrário do suporte, é um nível de preço que teima em não se deixar ultrapassar. Todos os pressupostos válidos para o suporte servem também para a resistência, com a devida leitura inversa.

Linha de tendência: É a linha que acompanha a subida ou descida dos preços. Se for ascendente significa que está a acompanhar uma tendência de alta, e deve ser traçada unindo os mínimos relativos que os preços foram deixando pelo caminho. Se for descendente significa que está a acompanhar uma tendência de baixa, e deve ser traçada unindo os máximos relativos. 
Pode ser de curto prazo, se marcar uma tendência inferior a 3 meses, de médio prazo, se marcar uma tendência superior a 3 meses e inferior a 2 anos e de longo prazo, se marcar uma tendência superior a 2 anos. Pode ser abreviada utilizando-se para o efeito a sigla LT. 
Estes três factores, juntamente com o volume, são parte fundamental da Análise Técnica. Pode ler-se mais acerca de suportes/resistência neste artigo e acerca de linhas de tendência neste artigo.

Análise Técnica: Entende-se por análise técnica a análise de gráficos e dos sinais existentes nos mesmos, pretendendo-se com a análise do presente e do passado tentar prever o comportamento futuro das cotações. Para esse fim são também utilizados indicadores matemáticos e estatísticos. Os que costumo utilizar com mais frequência são o RSI, Estocástico, médias móveis e MACD.

Volume: O volume é o número de títulos negociados num dado período de tempo. Num gráfico diário o volume representa o número de títulos transaccionados durante determinado dia. Este indicador dá-nos a noção da força e da relevância da procura/oferta, pelo maior ou menor interesse que um título está a despertar, sendo provavelmente o indicador mais importante da AT. Não existem movimentos de relevo e grandes acontecimentos sem picos de volume. Se o volume for discreto, então o movimento não era assim tão importante. O volume está também associado à construção técnica de vários padrões, onde os preços por si só não são suficientes para tornar padrões como o H&S e o cup & handle válidos.

Estes são os mais básicos, no próximo post especifico um pouco mais.

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