Governador do BdP diz que faltam modalidades de financiamento para a inovação

Agência Lusa

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O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, considerou hoje que faltam “modalidades de financiamento adequadas a áreas de inovação”, defendendo a necessidade de criar “um leque mais diversificado de fontes de financiamento”.

Na sessão de abertura da conferência “Investimento e financiamento do investimento: financiar a recuperação económica e o crescimento – desafios para Portugal no contexto europeu”, Carlos Costa defendeu a necessidade de regeneração e modernização das indústrias existentes, bem como a diversificação de financiamento e a promoção do empreendedorismo.

“As empresas portuguesas encontram-se entre as mais alavancadas da Europa e estão fortemente dependentes de financiamento bancário. Mas os bancos não estão vocacionados para financiar todo o tipo de projetos, designadamente no domínio da inovação radical”, referiu o governador do BdP.

Carlos Costa, que não respondeu à margem da sessão a questões dos jornalistas, considerou que atualmente “há falta de modalidades de financiamento adequadas a áreas de inovação sobretudo inovação radical”, defendendo a necessidade de criar “um leque mais diversificado de fontes de financiamento”.

“Temos de assegurar maior autonomia financeira das empresas, maior nível de capitais próprios, redução do endividamento e maior critério na atribuição de recursos em função do risco e da natureza dos projetos”, disse.

A meta, para Carlos Costa, está em “melhorar o posicionamento de Portugal na Europa”, pelo que o governador elogiou a realização deste tipo de iniciativas, embora tenha advertido: “Não são os debates que resolvem os problemas. Os debates permitem encontrar os obstáculos para a resolução dos problemas”.

A conferência que esta manhã decorre no Porto será encerrada por Román Escolano, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), instituição que mereceu algum destaque no discurso de Carlos Costa.

“Nos últimos 40 anos o BEI apoiou muitos projetos em Portugal dos mais variados setores, dos mais tradicionais aos mais inovadores, com destaque ao apoio às pequenas e médias empresas e empresas de média dimensão. Só em 2016 este apoio representou cerca de 1% do PIB português, cerca de 1.780 milhões de euros”, disse.

PYT // JNM

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