Governo francês afirma que economia tem de se transformar apesar do protesto

Agência Lusa

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O governo francês afirma ter ouvido os protestos pela descida do imposto sobre os combustíveis, mas contrapõe que precisa de transformar a economia para a tornar menos dependente do petróleo.

O ministro das finanças públicas, Gerald Darmanin, reconheceu a dimensão dos chamado protesto dos “coletes amarelos”, que levou quase 300.000 pessoas às ruas de França, no sábado, considerando-o “importante”.

“O que estamos a fazer é transferir parte dos impostos sobre o trabalho para a poluição”, afirmou, assegurando que o governo “ouviu esta raiva” do protesto, na raíz do qual estão queixas sobre a perda do poder de compra.

Darmanin reconheceu que “a fiscalidade ecológica é difícil”, mas salientou que o dever do seu governo é “transformar a economia” para bem “da economia dos franceses e da saúde dos franceses”.

Argumentou que o governo baixou impostos sobre os setores da habitação, empresas e saúde.

A televisão France 2 anunciou, entretanto, que o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, estará presente no jornal da noite de hoje deste canal (20:00 locais), para falar sobre os protestos e a política de combustíveis.

Mais de 400 pessoas ficaram feridas, 14 em estado grave, nos bloqueios organizados em França pelos “coletes amarelos” contra o aumento dos impostos dos combustíveis e a diminuição do poder de compra, anunciou hoje o ministro do Interior francês.

Os “coletes amarelos”, numa referência aos coletes amarelos que todos os automobilistas devem ter nos automóveis para se tornarem visíveis, iniciaram os protestos no sábado de manhã.

Este novo balanço tem em conta uma noite “agitada em determinados locais” de bloqueios rodoviários, precisou o ministro do Interior francês, Christophe Castaner.

O incidente mais grave do protesto foi a morte, no sábado, de uma manifestante atropelada nos Alpes franceses.

Os “coletes amarelos” são um movimento cívico à margem de partidos e sindicatos criado espontaneamente nas redes sociais e alimentado pelo descontentamento da classe média-baixa.

APN // MAG

Lusa/fim

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