Grupo Santander aumenta em 10% lucros no primeiro trimestre para 2.054 ME

Agência Lusa

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O grupo espanhol Santander obteve um lucro de 2.054 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, explicado pelo aumento das operações no Brasil, Espanha e México.

Na informação que enviou hoje de manhã à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, o grupo considera que a diversificação geográfica “continua a ser um dos pontos fortes do Santander”, visto que no primeiro semestre os lucros aumentaram em oito dos seus dez mercados principais.

“2018 começou bem, com um aumento dos benefícios de mais de 10% devido aos bons resultados no Brasil, Espanha e México e uma melhor evolução nos Estados Unidos”, destacou a presidente do grupo Santander, Ana Botín.

Os resultados publicados mostram que o continente europeu foi responsável por 51% dos lucros do grupo e o americano por 49%.

O Santander obteve um benefício de 677 milhões no Brasil (um aumento de 7% em relação a um ano antes) e de 455 milhões em Espanha (mais 26%).

No Reino Unido, o lucro foi de 320 milhões (menos 23 %), no México 175 milhões (mais 7 %), no Chile 151 milhões (mais 2 %), em Portugal 127 milhões (mais 1 %) e nos Estados Unidos 125 milhões (mais 32 %).

Na Argentina, o grupo teve lucros de 66 milhões (menos 39%), e na Polónia de 63 milhões (mais 6%).

A unidade de financiamento ao consumo, Santander Consumer Finance (SCF), ganhou 323 milhões (mais 3%).

O grupo avança que está concentrado em vincular clientes de forma permanente (que consideram o Santander como o seu banco principal) e que fez isso com 3,3 milhões de novos clientes desde o primeiro trimestre de 2017.

Por outro lado, os clientes que utilizam serviços digitais (por internet) aumentaram em 24% no último ano, sendo agora 27,3 milhões.

Os depósitos bancários dos clientes aumentaram 8,7 %, para 767.340 milhões de euros.

O relatório enviado à CNMV também salienta que o rácio de capital do banco CET1 era no final de março de 11,19 %, que contrasta com os 12,12 d% de um ano antes, enquanto o CET1 (fully loaded) (que cumpre todas as exigências de Basileia III), alcançou os 11 % (10,66 um ano antes).

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