Impacto de estímulos orçamentais é menor em países mais endividados – BdP

Agência Lusa

O impacto de estímulos orçamentais tem menos efeitos em países com níveis elevados de dívida pública, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP) no seu ‘site’.

Na publicação designada ‘Economia numa imagem’ é divulgado, recorrendo a um estudo de agosto de 2019, feito por vários economistas de bancos centrais do Eurosistema (incluindo Maria Manuel Campos, do Banco de Portugal), que “em economias com níveis elevados de dívida pública a margem de manobra para a implementação de políticas contracíclicas é menor”.

“Estes países têm menos capacidade para reagir a choques adversos, sobretudo em contextos em que a política monetária é decidida centralmente e a política orçamental permanece na esfera nacional”, refere a publicação do banco central.

Assim, o impacto positivo de períodos de estímulos orçamentais tende a ser “mais limitado no caso de países com níveis mais elevados de dívida pública, nos quais a sustentabilidade é um importante fator a ter em conta”.

Contudo, acrescenta, os estudos não são consensuais, uma vez que a relação entre dívida pública e crescimento económico depende das características de cada país.

Nesta publicação, o BdP refere que “as análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade” dos autores e que “não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema”.

IM // JNM

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