Índices Europeus – A semana que passou e a (revolução) que agora se inicia (23/1/2015)

Tiago Esteves
Ficam os tópicos à análise desta semana aos principais índices Europeus:
– Reflexão sobre o impacto do QE nos mercados europeus;
– Dax e CAC com forte pendor ascendente para o médio prazo;
– IBEX muito politizado e dependente de acontecimentos  específicos;
– PSI20 atinge a projecção do duplo fundo e enfrenta agora fortíssima resistência

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  • FilipeBS 26 / 01 / 2015 Reply

    Caro Tiago,

    Uma pequena correcção. Em Espanha e Grécia, os partidos fora do tradicional arco de governação que têm vindo a ganhar expressão eleitoral são de extrema-esquerda, e não de extrema-direita como afirmaste diversas vezes durante vídeo. O Syriza, que acabou de ganhar as eleições na Grécia, é na realidade de inspiração marxista. Já em França, sim é a extrema direita de Marine Le Pen que está a avançar nas sondagens.

    Ainda que do ponto de vista da política social haja fortes divergências entre extrema esquerda e extrema direita, do ponto de vista da política económica há bastantes semelhanças. Ambas as correntes são cépticas do livre mercado, fortemente anti-liberais, defendem a intervenção do Estado na Economia e a soberania monetária (i.e. a autonomia de meterem as rotativas a funcionar assim que bem entenderem).

    Mudando de assunto: esperas que o QE do BCE venha a ter impacto positivo em fundos de obrigações soberanas? Tenho um pequeno investimento num fundo desta natureza e pergunto-me se devo reforçar numa perspetiva de médio-longo prazo…

    Abraço!

  • Tiago Esteves
    Tiago Esteves 27 / 01 / 2015 Reply

    Tens toda a razão, Filipe. Muito obrigado pela correcção!
    Em relação ao potencial impacto no mercado obrigacionista soberano, é teoricamente expectável que exista uma diminuição do nível de risco nos periféricos devido ao QE. Já em relação aos centrais, como a Alemanha, tenho mais dúvidas. No que diz respeito ao impacto global, sinceramente não sei… A questão política e a sua interferência nesta equação está longe de ser desprezível. Veja-se o caso da Grécia, um dos principais beneficiados com a medida estrutural, que viu o seu prémio de risco agravar-se "só" devido às condições políticas. Falta saber o que acontecerá em Espanha e França, e mesmo em Portugal, e o impacto potencial que isso poderá ter no prémio de risco exigido pelo mercado. Pessoalmente, para o longo prazo estou algo céptico em relação ao mercado obrigacionista soberano.
    Abraço

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