João Bento assume hoje presidência executiva dos CTT

Agência Lusa

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oão Bento assume hoje a presidência executiva dos CTT, 12 dias depois de Francisco de Lacerda ter anunciado a renúncia do cargo antes do final do mandato, com vários dossiês em mãos, entre os quais os indicadores de qualidade.

Em 10 de maio, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) considerou que os CTT voltaram a falhar indicadores de qualidade em 2018, o que levou a que 6,5 milhões de cartas chegassem ao destino demasiado tarde.

Perante isso, o regulador adiantou que iria aplicar o “mecanismo de compensação”, reduzindo o valor máximo no qual os Correios podem aumentar os preços este ano, tratando-se do “terceiro ano consecutivo em que os CTT não conseguem cumprir a totalidade dos 11 indicadores de qualidade do serviço postal universal a que estão obrigados”.

Nesse mesmo dia, Francisco de Lacerda anunciou a renúncia aos cargos de vice-presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva, antes do final do mandato, “por entender ser do interesse da sociedade proceder a uma transição da liderança da equipa executiva dos CTT nesta fase, em que se encontram consolidados os três pilares críticos da estratégia aprovada para o mandato 2017/19”.

Em 13 de maio, o Conselho de Administração (CA) designou João Afonso Ramalho Sopas Pereira Bento presidente executivo dos Correios de Portugal para cumprir o mandato. O responsável já era vogal do CA dos CTT.

Com esta nomeação, João Bento deixa de exercer qualquer função no grupo Manuel Champalimaud a partir de hoje.

O Conselho Administração dos CTT adiantou, na altura, que a designação de João Bento, “atento o perfil, experiência e conhecimento da empresa […], bem como a manutenção dos quatro outros membros da equipa executiva, permite uma transição sólida e atempada da liderança da equipa executiva”.

A Manuel Champalimaud SGPS (anteriormente Gestmin SGPS) detém 12,58% dos CTT, sendo a sua acionista de referência.

João Bento era até agora presidente executivo do Grupo Manuel Champalimaud, sendo vice-presidente do Conselho de Administração da Manuel Champalimaud SGPS.

O novo presidente executivo terá em mãos vários dossiês, nomeadamente os indicadores de qualidade, a questão do encerramento de balcões dos Correios, bem como o contrato para o serviço universal postal, que termina em dezembro de 2020.

O encerramento de lojas dos CTT tem gerado grande contestação no país, sendo que em janeiro último a Anacom indicou que era “expectável” que o número de concelhos sem estações de correio suba para 48 no curto prazo, contra 33 no final de 2018.

Em 10 de janeiro, a Anacom apontou que, no ano passado, os fechos dos balcões dos CTT “levaram a que tenham subido para 33 os concelhos em Portugal que já não têm estações de correios” e que, até 2017, e desde 2013, “apenas existiam dois concelhos sem estações de correios”.

Esta informação reacendeu a discussão no parlamento sobre o tema e levou a que o PCP e o Bloco de Esquerda (BE) avançassem com projetos de lei para a renacionalização dos CTT – empresa que passou a ser totalmente privada em setembro de 2014 -, mas sem efeito.

ALU // CSJ

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