Juros da dívida a 10 anos abaixo de 2.5% depois dos 16.4% no auge da crise

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As obrigações portuguesas atingiram o seu máximo em mais de 7 anos na segunda feira após o país ter reavido a sua taxa de crédito de investimento, o que marcou significativamente o regresso da moeda europeia à saúde fiscal.

Desde 2012, Portugal encontrava-se classificado como investimento de risco, tendo sido o terceiro país da zona euro forçado a aceitar um apoio financeiro de €78 biliões do FMI e da EU, depois da Grécia e Irlanda terem entrado em programas similares.

Na segunda feira, os juros caíram 36 pontos base abaixo dos 2.5% – a sua maior queda desde maio de 2010.

Portugal sempre foi visto como a segunda economia mais fraca da zona euro, apenas atrás da Grécia. O selo de aprovação da S&P mostra veemente que os mercados acreditam que Lisboa ultrapassou os seus problemas fiscais, apesar da sua divida crescente representar 130% da produção económica – apenas atrás da Grécia e da Itália.

S&P aplaudiu “o progresso sólido feito por Portugal ao reduzir o seu déficit orçamental e o risco de deterioração nas condições externas de financiamento. A agência também afirmou que Portugal estava no bom caminho para atingir o déficit orçamental previsto de 1.5% para este ano.

Mário Centeno, Ministro das Finanças, disse que esta atualização conduziria à aquisição da dívida portuguesa por um leque maior de investidores, estreitando os spreads dos juros com outros países da EU e reduzindo os custos de empréstimo para o Estado, empresas e famílias. No entanto, também avisou que seria necessário um “enorme pragmatismo” para reduzir a dívida pública restante – “a quarta mais elevada a nível mundial”.

Fonte: Financial Times

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