Lava Jato: MP brasileiro acusa executivo da construtora GDK de corrupção com Petrobras

Agência Lusa

O Ministério Público brasileiro (MP) no Paraná acusou hoje o executivo da construtora GDK César Roberto de Oliveira por corrupção e branqueamento de capitais envolvendo contratos celebrados com a estatal Petrobras, entre 2007 e 2012.

Segundo o MP no Paraná, responsável pela operação Lava Jato, César Oliveira, então administrador e diretor da GDK, prometeu e pagou subornos a Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, para garantir o favorecimento da empresa em licitações e contratos celebrados com a estatal.

A acusação declara que César Oliveira transferiu subornos no valor de 200 mil dólares (180 mil euros) para uma ‘offshore’, mantida pelo então gerente da Petrobras no Lloyds Bank TSB, na Suíça.

Pedro Barusco confirmou, no seu acordo de colaboração premiada (benefício legal concedido a um réu que aceite colaborar com a investigação criminal), que os atos de corrupção envolveram, pelo menos, quatro contratos celebrados pela GDK com a Petrobras e com as suas subsidiárias Transportadora do Nordeste e Sudeste e Transportadora Associada de Gás SA.

O valor total desses contratos atingiu mais de 788 milhões de reais (174 milhões de euros).

O MP indicou ainda que a acusação é acompanhada de comprovativos da transação, como extratos da conta que foram apreendidos na 9.ª fase da Operação Lava Jato, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em moradas associadas a César Oliveira.

Lançada em 2014, a Lava Jato, maior operação contra a corrupção no Brasil, trouxe a público um gigantesco esquema corrupto de empresas públicas, implicando dezenas de altos responsáveis políticos e económicos, e levando à prisão de muitos deles, como o ex-Presidente brasileiro Lula da Silva.

MYMM // SR

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